Soprava um vento forte (Jo 6, 18)

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Foto por Alexey Demidov em Pexels.com

A calmaria é algo que nos coloca em uma situação em que não conseguimos refletir se nossos passos estão certos; simplesmente deixamos o barco seguir do jeito que está. Os momentos de bonança não nos levam a pensar sobre nossa vida. Por isso Deus permite os fortes ventos: para que possamos refletir se o nosso modo de viver está correto.

Quando passamos por momentos de crise, tendemos a pensar onde estamos errando, quais de nossos atos estão incorretos, e então mudamos nossos rumos. Muitas vezes precisamos ser chacoalhados por ventos fortes para que possamos parar, olhar um pouco para trás, fazer um balanço de nossa vida e identificar onde estão os erros.

Aqueles que vivem apenas na calmaria nunca conseguirão olhar para suas próprias pegadas e perceber em que terra pisaram. Todos nós somos chamados a enfrentar momentos de mar revolto, a meditar qual seria a melhor saída para que nossa vida trilhe um caminho que nos conduza a Deus e não nos afaste do porto seguro cuja principal característica é a verdadeira felicidade.

Mas o que é isso para tanta gente? (Jo 6, 9)

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Foto por Ikhlas Al Fahim em Pexels.com

Quando os discípulos se viram diante do problema de alimentar tanta gente sem terem os recursos necessários, quiseram desanimar, pois a única saída parecia ser mandar o povo embora. Mas um deles aparece com uma pequena quantidade de pães e peixes. Era pouco, mas não para Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele manda trazer aquilo até Ele — e o milagre acontece.

Nós, muitas vezes, queremos fazer o bem, mas nos sentimos pequenos, como aqueles cinco pães e dois peixes. Olhamos para a multidão de pessoas dispostas a fazer o mal e vemos apenas nós, no meio dessa miríade, querendo fazer o bem. Porém, mesmo sendo pouco, somos o suficiente para transformar o que está ao nosso redor.

Quando estamos em oração, não nos sentimos em pequena quantidade, pois percebemos uma multidão de santos diante de nós, prontos para nos ajudar. Quando nos sentimos sozinhos, não há outra saída senão nos colocarmos em oração, pois essa união com Deus é capaz de nos tornar dispostos a ser um em um milhão — como se todos estivessem ao nosso lado.

Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36)

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Foto por I am Alex em Pexels.com

Não podemos dizer que a crença em Jesus é algo fácil. Não existe a possibilidade de crer em Jesus sem praticar suas obras, sem lutar dia após dia para que se cumpram em nossa vida os seus santos mandamentos. Aquele que diz acreditar em Nosso Senhor Jesus Cristo, mas não vive seus ensinamentos, não passa de um farsante.

Quando conhecemos a doutrina da Igreja, somos impelidos a viver uma vida de santidade, a procurar discernir em que estamos errando e como podemos melhorar. Esta é a vida em Cristo: ela exige que mudemos nossos atos maus para que estejamos totalmente enraizados n’Ele, vivendo uma vida de paz e de crescimento espiritual.

Devemos fazer de tudo para seguir os mandamentos do nosso Mestre. Fácil não é, mas somos chamados a praticá-los — não porque alguém nos aprisiona ou nos obriga, mas porque nossa própria consciência, moldada pela graça, nos impulsiona a viver uma vida boa. Quem conhece a Cristo se vê comprometido a ser um bom discípulo, sempre disposto a mudar naquilo que for necessário.

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16)

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O mistério da cruz é algo insondável. Como um Deus grandioso, criador do céu e da terra, que fez o mar e as estrelas, que criou as plantas e os animais, que fez surgir o vento e a luz, pode entregar‑se a tão grande sofrimento por nós, pobres filhos de Eva? Este Deus é, em tudo, amor; é Ele quem nos sustenta e nos faz existir.

Muitos temem entrar na fila da confissão, pois acreditam que seu erro foi tão grande que não merece perdão. Mas não há nada maior que o sofrimento de Cristo. Se Ele se entregou por nós é porque deseja que todos sejamos salvos. A maior graça que Nosso Senhor Jesus Cristo deixou sobre a terra foi a salvação: o direito de entrar no Céu.

Todos nós somos chamados a receber essa graça, mas temos a liberdade de recusá‑la. Claro que é uma insensatez sem limites escolher a perdição em vez da salvação, mas esse direito nos foi dado. Temos o direito de escolher entre o sorriso e as lágrimas; e, se escolhermos as lágrimas, teremos de carregar o peso de nossa escolha.

Vós deveis nascer do alto (Jo 3, 7b)

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Quando nossos pés estão encravados nesta terra, quando nossa alma não consegue rasgar os céus e quando nossos pensamentos se baseiam apenas em nossos medos, tudo parece difícil. Não conseguimos dar um passo que nos leve a uma realidade diferente. Repetindo as mesmas ações, não obteremos resultados diferentes.

Nossos pés devem estar no chão, mas nossa alma deve estar nos céus. Quando mantemos os pés no chão e a alma também, tornamo-nos pobres nas virtudes mais básicas. Aqueles que não conseguem crescer na fé não o fazem porque não elevam seus pensamentos ao alto, mas também porque não permitem que seus pés se desapeguem do chão.

É pela oração que alcançamos uma vida mais espiritualizada. Principalmente por meio de uma vida de oração, teremos uma mente mais evoluída; conseguiremos descobrir o significado das coisas mais simples e avançar na compreensão daquelas que parecem mais difíceis. Aqueles que se entregam à oração conseguem nascer do alto.

O vento sopra onde quer (Jo 3, 8)

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Foto por cottonbro studio em Pexels.com

Quando nos perguntamos por que a graça ainda não chegou até nós, devemos lembrar que Deus derrama seus portentos onde Ele bem entende. Não cabe a nós ficar questionando por que ainda não fomos agraciados; devemos, sim, continuar trabalhando e rezando, confiando que tudo acontecerá no tempo certo.

Não podemos desanimar quando as portas se fecham. Quando isso acontece, precisamos nos fortalecer com a força do alto, para que estejamos dispostos a lutar a cada dia, pois é assim que atrairemos as coisas boas para nossa vida. Somente não alcança quem desiste, pois esses fecham para sempre as portas para si mesmos.

Não será com desânimo que conquistaremos vitórias, mas com muita labuta, trabalhando com confiança e sabendo que, mais cedo ou mais tarde, seremos vencedores. Deus não nos quer derrotados, mas, em Sua santa sabedoria, sabe que, se não nos desapontarmos em algumas situações, jamais sairemos do nosso comodismo.

Como o Pai me enviou, também eu vos envio (Jo 20, 21)

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Foto por Valentin Onu em Pexels.com

Muitos podem se perguntar de onde vem nossa autoridade para anunciar que há um Deus que é salvação, que existe um Deus amoroso que deseja apenas a nossa felicidade. Quem somos nós para querer que todos se voltem para esse Pai amoroso? Devemos sempre dizer: pregamos o amor porque fomos curados e restaurados por esse mesmo amor.

Existirão muitos que estarão contra nós, que tentarão nos desanimar e colocar nossa esperança em descrédito, mas devemos saber quem nos institui. Se Cristo foi desacreditado pelos grandes de sua época, nós também seremos. Claro que encontraremos pessoas de bom coração que nos incentivarão e nos farão mais felizes, mas também haverá pessoas importantes para nós que agirão de forma contrária.

Em nossas orações, devemos sempre pedir que as pessoas más não sejam capazes de superar a bondade daqueles que nos amam e desejam ver-nos progredir em uma vida de santidade. Devemos estar sempre vigilantes — e vigiamos pela oração. Não como Pedro e os outros discípulos, que dormiram na noite em que Jesus foi entregue, mas como Nossa Mãe, que está sempre de prontidão.