Comentário Diário | Não vos deixarei órfãos. – Evangelho (Jo 14,15-21)

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Foto por mali maeder em Pexels.com

Quando Nosso Senhor subiu aos Céus e os discípulos ficaram a contemplar aquele momento glorioso, certamente não se abateram, pois sabiam que esse Deus que partia providenciaria uma forma de permanecer, por todos os séculos, junto ao seu povo, até que aconteça a segunda vinda. Estamos diante de um Mestre amoroso, que não abandona os seus escolhidos.

Deus concedeu aos seus discípulos o Espírito Santo; assim, eles puderam ir por toda parte anunciar um Deus que é amor e compaixão, um Ser Supremo que se entrega na cruz para salvar seus filhos. Assim como o Espírito Santo veio sobre os apóstolos, Ele também pode vir até nós, para que tenhamos forças de renunciar aos nossos pecados e viver uma vida de santidade.

Como é belo ver uma pessoa que, em suas orações, pede apenas ao nosso Pai o dom da sabedoria e da fortaleza, para ser capaz de compreender tudo aquilo que Nosso Senhor Jesus Cristo pregou e deseja que pratiquemos dia após dia, para crescermos em graça e sabedoria nesta vida de santidade, na qual ainda somos como criancinhas que podem ser facilmente enganadas.

Comentário Diário | Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim – (Jo 15,18-21)

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Foto por Liana Laur em Pexels.com

É um erro daquele que evangeliza acreditar que será amado por todos, que todos o verão com bons olhos. Muitos são inimigos da Palavra de Deus: perseguem-na e desejam destruí-la. E, assim como querem destruir a Palavra, também desejam aniquilar seus mensageiros, para que se sintam vencedores.

Mas as boas almas podem se perguntar: por que tanto ódio? A resposta é simples. Aqueles que vivem no pecado já carregam em si um fragmento da condenação, e a condenação consiste em odiar tudo o que vem de Deus. Não há outro conceito de ausência de Deus senão odiar a Sua criação. Talvez eles não percebam, mas já aqui na terra odeiam tudo o que é de Deus.

Deus é, em tudo, amor. O inimigo é, em tudo, maldade e ausência de Deus. Aqueles que escolhem viver uma vida pecaminosa esquecem-se do Céu e passam a viver a maldade em grau extremo. Por isso, quando veem alguém pregando a Boa-Nova e buscando uma vida de santidade, desejam destruí-lo, pois querem as trevas — e essa pessoa traz consigo a luz.

Comentário Diário | amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei – (Jo 15,12-17)

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Foto por Lu00f3 Juan em Pexels.com

Qual é a medida do amor? Será que possui um limite? Devemos amar apenas até certo ponto ou até determinado grau? A medida do amor, o limite do amor, o ponto final do amor é amar como Cristo — e Ele deu a própria vida para que fôssemos salvos. Sendo assim, o limite do amor vai até o extremo, até as últimas consequências; seria dar a própria vida.

Porém, o amor não é doentio. Não se trata de querer aprisionar alguém, sufocá-lo com nossos ensinamentos ou com a nossa vontade de que esteja sempre ao nosso lado. A primeira característica de quem ama é permitir que o amado viva livremente. É saber que estamos derramando bons sentimentos sobre ele, mas sem a expectativa ansiosa de que tudo seja retribuído.

O amor é gratuito. Devemos apenas amar, sem esperar que aquele a quem fazemos o bem nos retribua com o mesmo sentimento. Quem faz o bem esperando receber cem vezes mais certamente age por interesse e não representa o amor do nosso Mestre. Nosso Senhor não nos retira o livre-arbítrio.

Comentário Diário | Permanecei no meu amor – (Jo 15,9-11)

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Foto por Vanessa Grape em Pexels.com

Permanecer em Cristo significa muito mais do que demonstrar ao mundo que se possui uma vida boa, em que não se faz mal a ninguém, se cumpre as determinações estatais e se paga a todos os credores. Não é somente isso. Viver em Cristo é amar o irmão como a si mesmo e amar o inimigo de um modo que nenhum pagão faria.

Devemos ter o amor como nossa meta. Tudo o que formos fazer deve passar pela pergunta: isto está de acordo com as normas do amor? Nosso Mestre veio para anunciar um amor sem medida, no qual Ele se doava a todos — bons ou maus — para que os bons se tornassem ainda melhores e os maus se convertessem e alcançassem uma vida de santidade.

Viver o mandamento do amor somente nos fará melhores. Aqueles que conseguem compreender o outro, que não estão dispostos a condenar, têm uma vida mais leve e conseguem respirar aliviados. O amor vem sempre para agregar. Todos nós somos capazes de amar; temos a possibilidade de amar o nosso próximo como a nós mesmos.

Comentário Diário | Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta – (Jo 15,1-8)

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Foto por Esra Korkmaz em Pexels.com

No campo da fé, quando há uma árvore que está inutilizando a terra, sem produzir fruto algum, mesmo depois de adubada e podada para que volte a dar frutos, e ainda assim não apresenta resultado, o Agricultor divino corta essa árvore e a lança fora do campo para ser queimada. Não é por escolha do Agricultor, mas pela própria escolha da árvore infrutífera.

Nunca podemos permanecer no comodismo, sem desejar produzir frutos para o Reino dos Céus. Quando temos a possibilidade de produzir frutos, de trazer mais irmãos para o seio da Igreja, devemos fazê-lo, pois também pecamos por omissão quando deixamos de realizar aquilo que deveríamos ter feito. Devemos ir por toda parte e anunciar o Reino de Deus.

Não é incomum pensar que a pregação da Boa-Nova pertence apenas àqueles que são chamados para a vida religiosa. Essa obrigação não é somente de freiras e padres, mas de todos os filhos de Deus. É certo que muitos não têm o dom da pregação, mas possuem a capacidade de cumprir os mandamentos e de serem luz para este mundo.

Comentário Diário | Não se perturbe nem se intimide o vosso coração – (Jo 14,27-31a)

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Foto por Emmanuel Hernu00e1ndez em Pexels.com

Uma das coisas que perturba o nosso coração é a descrença na misericórdia divina. Acreditamos que nosso erro é grande demais e que não alcançaremos o perdão. Passamos horas nos martirizando por causa de nossos erros passados; não conseguimos olhar para a frente, e a angústia nos toma, levando-nos a um mar de sofrimento. Mas, acreditem, nosso Deus é inteiramente misericórdia.

Perturbar o coração não nos faz bem. Quanto mais olhamos para o pecado passado, mais deixamos de caminhar rumo a um futuro de virtudes. Sim, devemos reconhecer nossos pecados e nos confessar, mas nunca permanecer parados, olhando apenas para erros que já não cometemos mais. Isso apenas atrasa a nossa caminhada.

Devemos entregar todas as nossas dores na oração. Ao rezarmos o Rosário, devemos colocar aos pés de Nossa Senhora todos os nossos erros e pedir que nos dê força para superar e não repetir as mesmas faltas. Pedir fortaleza para lutar contra nossos vícios é algo que só tem a nos acrescentar.

Comentário Diário | Quem não me ama, não guarda a minha palavra – (Jo 14,21-26)

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Foto por Elizabeth Ferreira em Pexels.com

Algo que é totalmente incompreensível para aqueles que caminham junto ao Senhor é como pode existir pessoas que não amam esse Deus tão bondoso. São tantas graças; dia e noite Ele vela por nós, nada nos falta. Mas há muitos que não querem seguir Seus passos; preferem morrer em seus erros a se curvar ao Mestre Jesus.

A concupiscência é algo que arrasta o ser humano para o ódio a Deus. Ficam presos ao prazer momentâneo gerado pela idolatria aos deuses deste mundo e se esquecem de que somente através da Verdade teremos vida, e vida em abundância. Os prazeres são coisas que devemos usar para o nosso bem, não para que nos escravizem.

Uma prática excelente para não ficar preso ao ódio a Deus por causa dos prazeres é a mortificação moderada: jejuns equilibrados, renunciar por um tempo a algo de que gostamos muito, e manter constante vigilância sobre nossas palavras e ações. Não conseguiremos viver uma verdadeira amizade com Deus se não tivermos uma vida de renúncias.