Comentário Diário | Jesus estava falando às multidões – Evangelho (Mt 12,46-50)

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Foto por Jakub Zerdzicki em Pexels.com

Como é bom ter um Deus que se preocupa com as multidões. Para muitos, a multidão é somente um aglomerado de pessoas desconhecidas, que não nos revela nada nem nos desperta piedade. Mas Cristo olhava para um número infinito de pessoas e via cada uma delas: cada sofrimento, cada pessoa que desejava uma vida melhor, que clamava pelas bênçãos do alto e queria viver de modo mais pleno. Pensar na multidão como um grupo composto de diversas realidades é algo amável.

As pessoas que enchem as ruas e vão e vêm sem nada nos dizer não devem ser indiferentes para nós. Temos que observá-las: como andam agitadas, muitas vezes sem se darem ao luxo de olhar para o lado, mas seguindo em frente como se cada segundo fosse um tempo que não se pode deixar passar sem fazer algo produtivo.

As multidões devem nos revelar algo. Devemos parar e olhar para elas, vendo nelas o reflexo do nosso próprio rosto. Quantas vezes estamos assim: apenas andando com pressa, sem tempo de parar e dar um bom-dia àqueles que sentimos que também têm um bom-dia para nos dar. A multidão nos revela como está este mundo, que corre e corre, mas não tem uma meta de chegada.

Comentário Diário | Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti – Evangelho (Mt 12,38-42)

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Foto por Noor Zaman em Pexels.com

Um dos grandes erros que cometemos é pedir um sinal aos Céus para que acreditemos em sua providência. Aqui não estou falando de quando estamos em dúvida sobre que decisão tomar e pedimos auxílio aos Céus, mas de quando pedimos um sinal para que possamos crer. Devemos pedir fé para que nossos olhos sejam limpos e possamos ver a graça de Deus.

Todos os que não querem crer, que desejam continuar em sua vida de pecado, pedem um sinal; mas, quando o sinal vem, mesmo assim não se curvam para crer, e seu pecado se torna maior. Devemos sempre ter em mente que, para crer, não precisamos de muita coisa, mas apenas saber que Cristo nos deu um dia novo para que lutemos pela nossa salvação.

Nossa falta de inteligência para saber pedir as coisas se dá por nossa falta de conexão com as coisas do alto. Quando nossa mente consegue pensar somente nas coisas daqui da terra, dificilmente saberemos pedir algo. Por isso devemos estar sempre em oração, pois a oração nos capacitará a saber pedir, e saberemos sempre recorrer às coisas certas.

Comentário Diário | Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça – Evangelho (Mt 13,24-43)

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Foto por Dennis Ariel em Pexels.com

As dificuldades sempre vêm. Achamos que elas são gigantescas e que nunca irão passar, mas, logo ao amanhecer, vem a calmaria, e tudo se ajusta. A maior de todas as dificuldades, porém, é aquela com a qual não nos preocupamos: não servir ao nosso Deus com todo o nosso entendimento. Devemos nos preocupar em sempre agradar ao nosso Deus.

Todas as dificuldades deste mundo irão passar, e nada ficará de pé no final dos tempos. Contudo, todo mal que fizemos e todo bem que deixamos de fazer poderão subsistir e nos aprisionar em uma realidade de tortura e sofrimento: ficar sem a presença de nosso Deus. Em tudo, devemos primeiro pensar se estamos fazendo o que é bom.

Não devemos temer os males deste mundo, mas devemos nos preocupar com os castigos da vida futura; isto, sim, é uma grande preocupação e deve ocupar a primeira prateleira. Caso contrário, nossa amargura será muito superior a qualquer perda deste mundo. Permanecer sempre de pé deve ser nossa meta; e estar de pé significa servir ao Deus vivo e verdadeiro.

Comentário Diário | Ao saber disso, Jesus retirou-se dali – Evangelho (Mt 12,14-21)

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Foto por GOWTHAM AGM em Pexels.com

Como são difíceis as partidas. Às vezes, prendemo-nos a certas realidades, pois não queremos abandonar aquilo que julgamos ter construído. Porém, muitas vezes, tudo o que construímos foi apenas solidão e fracasso. Somos chamados a trilhar novos caminhos, pelos quais somos conduzidos a novas terras, capazes de nos rejuvenescer.

Permanecer no passado que nos aprisiona nos torna ainda mais cansados; não conseguimos ter forças para construir uma nova morada naquele lugar que, em tudo, é terra arrasada. Percorrer novos caminhos é a saída quando percebemos que o lugar onde estamos não nos fará melhores, mas unicamente nos arrastará para um mar infindo de sofrimento e lamentações.

Dia após dia, somos convidados a viver o novo, que tem a capacidade de revigorar nossa alma, de nos tornar capazes de melhorar tudo e de espalhar nossos sorrisos pelos campos da vitória. Não fomos criados para a derrota, mas para viver, todos os dias, um pouco da glória futura que nos espera e que nos aguarda no final de nossa caminhada.

Comentário Diário | Nunca lestes o que fez Davi – Evangelho (Mt 12,1-8)

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Foto por Francesco Ungaro em Pexels.com

O desconhecimento é algo perigoso, visto que podemos estar fazendo coisas nocivas à nossa vida e, por ignorância, não tomar consciência do erro. O desconhecimento é algo comum, pois não há como dominar todas as ciências; contudo, há coisas que não se justificam. Como podemos ter tanto desconhecimento da fé em tempos de tanta informação?

Às vezes, passamos horas e horas consumindo informações que nada nos acrescentam; pelo contrário, acabam nos diminuindo ainda mais, pois ficamos ocupados com coisas que não possuem importância alguma. Devemos nos alimentar de coisas importantes; e o que há de mais importante do que saber como poderemos ser salvos? A nossa salvação deve ser nossa meta.

Devemos dedicar mais tempo a aprender coisas santas, coisas que nos tornarão mais santos dia após dia, capazes de reconhecer e corrigir nossos erros, de trilhar caminhos bons que conduzem a uma chegada vitoriosa. Uma vida de oração é fundamental, pois não há lugar que contenha mais ensinamentos do que a oração; somente nos enriqueceremos cada vez mais rezando.

Comentário Diário | Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe – Evangelho (Mt 12,46-50) Nossa Senhora do Carmo

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Entre os louvores elevados à Santíssima Virgem, não houve nenhum comparável ao que disse Cristo, quando declarou solenemente que são sua mãe e seus irmãos aqueles que praticam a Palavra de Deus. A Santíssima Virgem é sua Mãe por tê-Lo gerado em seu seio; mas também se torna Mãe por ter sido aquela que mais praticou os mandamentos divinos.

Não houve, na história da humanidade, pessoa com maior disposição para fazer tudo conforme a vontade do Alto do que a Santíssima Virgem. Foi ela quem tudo fez por seu Deus; desde a aurora de sua vida, pensava somente em realizar aquilo que fosse do agrado de seu Criador. E, no entardecer da vida, quando deveria voltar para seu Deus, fez somente aquilo que era bom aos Seus olhos.

Desconhecem a Palavra aqueles que dizem que, ao falar isso, Cristo estava desmerecendo sua Mãe amável. Pelo contrário: Ele fez com que todos entendessem que Ela é sua Mãe muito mais por obedecer à vontade do Alto do que pelo simples fato de tê-Lo carregado em seu ventre. Dessa forma, Ele declara que Ela é duplamente sua Mãe.

Comentário Diário | Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado – Evangelho (Mt 11,25-27) São Boaventura, bispo e doutor da Igreja

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Foto por u0415u043bu0435u043du0430 u0417u0432u044fu0433u0438u043du0430 em Pexels.com

Ficar se maldizendo pelos acontecimentos que sucedem em sua vida é um sinal claro de que você ainda não é uma pessoa crescida na fé. Ter em mente que certas coisas acontecem para que possamos refletir e, delas, sair mais crescidos é um sinal de que estamos em processo de mudança. Mesmo na vida dos santos houve fracassos e, ainda assim, eles não desanimaram.

O fato de sermos de Cristo não nos garante que viveremos uma vida fácil, pois não foi isso que Ele prometeu. Ele prometeu nos dar descanso, visto que conseguiremos enxergar os acontecimentos de nossa vida com mais leveza; não ficaremos presos aos maus acontecimentos, mas sempre estaremos dispostos a mudar tudo e a trilhar novos caminhos.

Saber que nem tudo acontecerá do modo que queremos é uma grande prova de que, na vida espiritual, já não temos o tamanho de uma criança, mas estamos na fase de nos tornarmos adultos na fé. Sempre devemos colocar a vida nas mãos de Deus e tudo aceitar como se fosse um presente d’Ele, sempre dispostos a lutar dia após dia com mais ânimo e vontade de vencer.