Comentário Diário | se eu não for, não virá até vós o Defensor. – Evangelho (Jo 16,5-11)

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Foto por Thirdman em Pexels.com

Um questionamento que sempre deve vir à nossa mente é: o que precisa partir de nossa vida para que venha o Espírito Santo? Nós nos apegamos a diversas coisas e gostamos de manter uma rotina. Porém, há coisas que nos afastam de Deus, e devemos retirá‑las de nossa vida; caso contrário, nunca iremos crescer na graça e permaneceremos como criancinhas na fé.

Nosso Pai amado nos chama para coisas maiores do que aquelas que estamos vivendo. Somos chamados a viver o extraordinário, para que nossa vida seja coerente com aquilo que pregamos. Uma pessoa que não vive a radicalidade da fé certamente está apenas fingindo ser cristã. Não podemos querer viver a fé e o pecado ao mesmo tempo.

Ser servo de Cristo é compreender que precisamos renunciar a muitas coisas. Contudo, não são renúncias que nos deixarão tristes, mas que nos tornarão mais leves, para que possamos lutar por uma vida melhor. Estamos em uma barca que atravessa uma grande tempestade, e, se não lançarmos fora muitos utensílios que não têm valor, o barco irá afundar.

Comentário Diário | Expulsar-vos-ão das sinagogas. – Evangelho (Jo 15,26-16,4a)

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Foto por Jonathan Goncalves em Pexels.com

Aquele que deseja viver uma vida de santidade deve saber: você não será aceito nem mesmo por aqueles que dizem ser cristãos. Pensamos que a perseguição é encontrada apenas fora da Igreja, que somente o mundo nos persegue; pelo contrário, muitas vezes a perseguição mais ardilosa vem de dentro do seio da Igreja, e é justamente essa que mais nos faz querer voltar atrás.

Quando você for injuriado pelo seu irmão e ele disser todo tipo de mal contra você, saiba: nesse dia você está sendo glorificado, pois está sofrendo por Cristo. Não pense em desistir quando as pessoas não o aceitarem. Não pense em voltar para a vida de pecado quando seus irmãos de batalha virarem o calcanhar contra você. Apenas prossiga.

Quem suportar tudo com firmeza e combater na batalha da salvação até o fim receberá a coroa imperecível e será digno de possuir o nome de filho de Deus. Saiba que tudo o que você sofre hoje será digno de recompensa; nada do que passamos por Cristo deixará de ser bem ressarcido — não nesta vida, mas na vida futura, na glória celeste.

Comentário Diário | Não vos deixarei órfãos. – Evangelho (Jo 14,15-21)

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Foto por mali maeder em Pexels.com

Quando Nosso Senhor subiu aos Céus e os discípulos ficaram a contemplar aquele momento glorioso, certamente não se abateram, pois sabiam que esse Deus que partia providenciaria uma forma de permanecer, por todos os séculos, junto ao seu povo, até que aconteça a segunda vinda. Estamos diante de um Mestre amoroso, que não abandona os seus escolhidos.

Deus concedeu aos seus discípulos o Espírito Santo; assim, eles puderam ir por toda parte anunciar um Deus que é amor e compaixão, um Ser Supremo que se entrega na cruz para salvar seus filhos. Assim como o Espírito Santo veio sobre os apóstolos, Ele também pode vir até nós, para que tenhamos forças de renunciar aos nossos pecados e viver uma vida de santidade.

Como é belo ver uma pessoa que, em suas orações, pede apenas ao nosso Pai o dom da sabedoria e da fortaleza, para ser capaz de compreender tudo aquilo que Nosso Senhor Jesus Cristo pregou e deseja que pratiquemos dia após dia, para crescermos em graça e sabedoria nesta vida de santidade, na qual ainda somos como criancinhas que podem ser facilmente enganadas.

Comentário Diário | Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim – (Jo 15,18-21)

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Foto por Liana Laur em Pexels.com

É um erro daquele que evangeliza acreditar que será amado por todos, que todos o verão com bons olhos. Muitos são inimigos da Palavra de Deus: perseguem-na e desejam destruí-la. E, assim como querem destruir a Palavra, também desejam aniquilar seus mensageiros, para que se sintam vencedores.

Mas as boas almas podem se perguntar: por que tanto ódio? A resposta é simples. Aqueles que vivem no pecado já carregam em si um fragmento da condenação, e a condenação consiste em odiar tudo o que vem de Deus. Não há outro conceito de ausência de Deus senão odiar a Sua criação. Talvez eles não percebam, mas já aqui na terra odeiam tudo o que é de Deus.

Deus é, em tudo, amor. O inimigo é, em tudo, maldade e ausência de Deus. Aqueles que escolhem viver uma vida pecaminosa esquecem-se do Céu e passam a viver a maldade em grau extremo. Por isso, quando veem alguém pregando a Boa-Nova e buscando uma vida de santidade, desejam destruí-lo, pois querem as trevas — e essa pessoa traz consigo a luz.

Comentário Diário | amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei – (Jo 15,12-17)

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Foto por Lu00f3 Juan em Pexels.com

Qual é a medida do amor? Será que possui um limite? Devemos amar apenas até certo ponto ou até determinado grau? A medida do amor, o limite do amor, o ponto final do amor é amar como Cristo — e Ele deu a própria vida para que fôssemos salvos. Sendo assim, o limite do amor vai até o extremo, até as últimas consequências; seria dar a própria vida.

Porém, o amor não é doentio. Não se trata de querer aprisionar alguém, sufocá-lo com nossos ensinamentos ou com a nossa vontade de que esteja sempre ao nosso lado. A primeira característica de quem ama é permitir que o amado viva livremente. É saber que estamos derramando bons sentimentos sobre ele, mas sem a expectativa ansiosa de que tudo seja retribuído.

O amor é gratuito. Devemos apenas amar, sem esperar que aquele a quem fazemos o bem nos retribua com o mesmo sentimento. Quem faz o bem esperando receber cem vezes mais certamente age por interesse e não representa o amor do nosso Mestre. Nosso Senhor não nos retira o livre-arbítrio.

Comentário Diário | Permanecei no meu amor – (Jo 15,9-11)

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Foto por Vanessa Grape em Pexels.com

Permanecer em Cristo significa muito mais do que demonstrar ao mundo que se possui uma vida boa, em que não se faz mal a ninguém, se cumpre as determinações estatais e se paga a todos os credores. Não é somente isso. Viver em Cristo é amar o irmão como a si mesmo e amar o inimigo de um modo que nenhum pagão faria.

Devemos ter o amor como nossa meta. Tudo o que formos fazer deve passar pela pergunta: isto está de acordo com as normas do amor? Nosso Mestre veio para anunciar um amor sem medida, no qual Ele se doava a todos — bons ou maus — para que os bons se tornassem ainda melhores e os maus se convertessem e alcançassem uma vida de santidade.

Viver o mandamento do amor somente nos fará melhores. Aqueles que conseguem compreender o outro, que não estão dispostos a condenar, têm uma vida mais leve e conseguem respirar aliviados. O amor vem sempre para agregar. Todos nós somos capazes de amar; temos a possibilidade de amar o nosso próximo como a nós mesmos.

Comentário Diário | Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta – (Jo 15,1-8)

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Foto por Esra Korkmaz em Pexels.com

No campo da fé, quando há uma árvore que está inutilizando a terra, sem produzir fruto algum, mesmo depois de adubada e podada para que volte a dar frutos, e ainda assim não apresenta resultado, o Agricultor divino corta essa árvore e a lança fora do campo para ser queimada. Não é por escolha do Agricultor, mas pela própria escolha da árvore infrutífera.

Nunca podemos permanecer no comodismo, sem desejar produzir frutos para o Reino dos Céus. Quando temos a possibilidade de produzir frutos, de trazer mais irmãos para o seio da Igreja, devemos fazê-lo, pois também pecamos por omissão quando deixamos de realizar aquilo que deveríamos ter feito. Devemos ir por toda parte e anunciar o Reino de Deus.

Não é incomum pensar que a pregação da Boa-Nova pertence apenas àqueles que são chamados para a vida religiosa. Essa obrigação não é somente de freiras e padres, mas de todos os filhos de Deus. É certo que muitos não têm o dom da pregação, mas possuem a capacidade de cumprir os mandamentos e de serem luz para este mundo.