Comentário Diário | Como é que ele pode dar a sua carne a comer? – Evangelho (Jo 6,52-59)

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Foto por Gabriel Manjarres em Pexels.com

Um dos dogmas da fé que se tem mais dificuldade de entender certamente é o mistério da Eucaristia. Como um Deus pode se esconder em um pedaço de pão? Como um Deus tão grandioso pode necessitar das mãos dos sacerdotes? Como isso pode ser explicado? O mistério da Eucaristia se resume ao mistério do amor: é um Deus que ama ternamente seus filhos.

Sempre que o desânimo lhe tomar, saiba: existe um Deus que lhe ama mais do que tudo neste mundo. Mesmo que você se sinta abandonado, lembre-se de que há um Deus nos céus que o quer junto de Si, que deseja fazer de você um de Seus filhos amados, que lutará por você até o fim e nunca o abandonará, pois Ele o ama de modo sem igual.

Todo o mistério da Eucaristia é o mistério do amor. Nunca conseguiremos compreendê-lo plenamente, visto que jamais conseguiremos amar como o Nosso Deus ama; Seu amor é pleno. Por mais que lutemos para ter uma vida coerente, nunca alcançaremos o grau do amor divino, pois ele ultrapassa a capacidade humana. Por isso, jamais compreenderemos de modo completo a Eucaristia.

Comentário Diário | Todos serão discípulos de Deus – Evangelho (Jo 6,44-51)

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Pensar no Cristo como somente um homem que realizou grandes coisas é certamente algo muito pequeno, visto que, durante toda a existência da humanidade, existiram muitos homens afamados. Porém, nenhum conseguiu o feito de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, mesmo diante de tanta perseguição, possui uma estrutura religiosa que continua de pé.

Se formos honestos, concluiremos que Nosso Mestre possui uma realidade que não é unicamente humana. Seus ensinamentos têm poder; somos curados unicamente por ler suas palavras. Existem pessoas que abandonaram tudo somente para servi-lo, mesmo já tendo se passado dois mil anos desde o seu nascimento. Este homem possui uma realidade sobrenatural.

Aqueles que pedem força na oração, para que seus olhos se abram, conseguem ver em Nosso Senhor Jesus Cristo uma realidade que transcende a de um simples homem; conseguem vê-lo como o Deus Verdadeiro que é anunciado no Antigo Testamento. Esta conclusão é inescapável para quem deseja ter uma vida de oração profunda.

Que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu (Jo 6, 39)

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Foto por Kindel Media em Pexels.com

Há momentos em que nossa vida parece caminhar pelo lado contrário. Tomamos decisões que não nos ajudam a ter uma vida melhor, buscando seguir pelo caminho que nos parece mais cômodo, e isso nos afasta de Deus. Porém, mesmo quando nos vemos distantes do nosso Pai, podemos voltar atrás e tomar a decisão certa. Nossas escolhas erradas nunca serão definitivas.

Deus é um Pai amoroso. Ele quer que estejamos ao lado d’Ele e não deseja que nos percamos. Devemos sempre pedir que Deus abra os nossos olhos e nos mostre se estamos caminhando pelo caminho certo. Nesta longa jornada, podemos ser enganados, podemos perder o rumo, podemos trilhar outra estrada e acreditar que estamos no caminho correto.

É importante estarmos sempre vigilantes e preparados para lidar com as grandes escolhas. Tomar uma decisão errada não nos torna menores, mas permanecer no erro pode nos tornar piores seres humanos. Em nossas orações, devemos sempre pedir para que façamos boas escolhas e para que possamos vencer.

É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu (Jo 6, 32)

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Foto por Imad Sebaa em Pexels.com

As multidões queriam que o Messias chegasse logo, a fim de que destruísse as forças do mundo que os oprimiam. Eles viam Nosso Senhor Jesus Cristo e acreditavam que era Ele, mas queriam que Ele estabelecesse imediatamente o reino que tanto esperavam. Porém, esse momento não chegava, e o incômodo já começava a surgir.

Ainda hoje, há muitos que desejam um Messias que venha destruir as forças da terra, que reinos opressores sejam derrubados. Mas a mensagem de Nosso Mestre é que pratiquemos o amor e vivamos em harmonia com nossos irmãos. Quanto a esses reinos, as obras humanas não duram para sempre; logo desaparecerão.

Nossa missão neste mundo é fazer o bem. Em tudo devemos refletir se nossos atos agradam a Deus; caso não agradem, devemos abandoná-los imediatamente, pois nada vale mais do que a salvação. Não espere grandes glórias nesta terra; espere que seu nome esteja escrito nos Céus, para que possa verdadeiramente reinar com o Cordeiro.

A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou (Jo 6, 29)

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Assim como as multidões sedentas de pão foram até Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele, com a sabedoria que vem do alto, deu um ensinamento que serviria para todas as gerações futuras, qual seja: esforcem-se pelo alimento que não passa, mas que serve para a vida eterna. Isso foi de grande valia para as pessoas daquela época e continua servindo para os dias atuais.

É incontável o número de pessoas que estão inteiramente entregues aos seus serviços humanos — não que isso seja ruim, mas, quando praticado em demasia, pode levar a alma humana ao caos. Deus nos chama também a dedicar nosso tempo às obras do Céu, pedindo que nos dediquemos à oração e ao amor ao nosso próximo.

Devemos doar um pouco do nosso tempo às obras que não passam, aos serviços pelos quais muitas vezes não receberemos recompensa humana, mas que já aqui, nesta terra, enriquecem nossa alma. Dedicar-se com intensidade ao trabalho é algo bom, mas quando ele faz com que as obras do Céu pareçam uma perda de tempo, torna-se algo prejudicial.

A ele, porém, ninguém o viu (Lc 24, 24)

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Foto por Alexander Mass em Pexels.com

Os discípulos, logo após a ressurreição, viveram algo que misturava alegria e dúvida. Eles ouviam dizer que o Mestre havia ressurgido dos mortos, mas nenhum deles O tinha visto ainda — apenas algumas mulheres. Era algo tão extraordinário que se tornava difícil acreditar. Como alguém poderia voltar à vida? Nunca antes se tinha ouvido falar disso, exceto no caso de Lázaro.

Talvez eles não acreditassem plenamente porque Lázaro havia voltado à vida graças ao poder de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por sua própria força. Era como se duvidassem de que Aquele que tinha poder para ressuscitar alguém não pudesse fazer ressurgir a Si mesmo. Muitas dúvidas permeavam a mente dos discípulos.

A realidade era tão grandiosa que os discípulos de Emaús estavam vendo e ouvindo o Mestre, mas não O reconheciam. Mesmo que Jesus estivesse em um corpo glorioso, Ele não deveria ser tão diferente daquele que fora quando viveu como Deus escondido na humildade humana. Os discípulos não O reconheciam porque aquela realidade transcendia a compreensão humana.

Soprava um vento forte (Jo 6, 18)

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Foto por Alexey Demidov em Pexels.com

A calmaria é algo que nos coloca em uma situação em que não conseguimos refletir se nossos passos estão certos; simplesmente deixamos o barco seguir do jeito que está. Os momentos de bonança não nos levam a pensar sobre nossa vida. Por isso Deus permite os fortes ventos: para que possamos refletir se o nosso modo de viver está correto.

Quando passamos por momentos de crise, tendemos a pensar onde estamos errando, quais de nossos atos estão incorretos, e então mudamos nossos rumos. Muitas vezes precisamos ser chacoalhados por ventos fortes para que possamos parar, olhar um pouco para trás, fazer um balanço de nossa vida e identificar onde estão os erros.

Aqueles que vivem apenas na calmaria nunca conseguirão olhar para suas próprias pegadas e perceber em que terra pisaram. Todos nós somos chamados a enfrentar momentos de mar revolto, a meditar qual seria a melhor saída para que nossa vida trilhe um caminho que nos conduza a Deus e não nos afaste do porto seguro cuja principal característica é a verdadeira felicidade.