Comentário Diário | amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei – (Jo 15,12-17)

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Foto por Lu00f3 Juan em Pexels.com

Qual é a medida do amor? Será que possui um limite? Devemos amar apenas até certo ponto ou até determinado grau? A medida do amor, o limite do amor, o ponto final do amor é amar como Cristo — e Ele deu a própria vida para que fôssemos salvos. Sendo assim, o limite do amor vai até o extremo, até as últimas consequências; seria dar a própria vida.

Porém, o amor não é doentio. Não se trata de querer aprisionar alguém, sufocá-lo com nossos ensinamentos ou com a nossa vontade de que esteja sempre ao nosso lado. A primeira característica de quem ama é permitir que o amado viva livremente. É saber que estamos derramando bons sentimentos sobre ele, mas sem a expectativa ansiosa de que tudo seja retribuído.

O amor é gratuito. Devemos apenas amar, sem esperar que aquele a quem fazemos o bem nos retribua com o mesmo sentimento. Quem faz o bem esperando receber cem vezes mais certamente age por interesse e não representa o amor do nosso Mestre. Nosso Senhor não nos retira o livre-arbítrio.

Comentário Diário | Permanecei no meu amor – (Jo 15,9-11)

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Foto por Vanessa Grape em Pexels.com

Permanecer em Cristo significa muito mais do que demonstrar ao mundo que se possui uma vida boa, em que não se faz mal a ninguém, se cumpre as determinações estatais e se paga a todos os credores. Não é somente isso. Viver em Cristo é amar o irmão como a si mesmo e amar o inimigo de um modo que nenhum pagão faria.

Devemos ter o amor como nossa meta. Tudo o que formos fazer deve passar pela pergunta: isto está de acordo com as normas do amor? Nosso Mestre veio para anunciar um amor sem medida, no qual Ele se doava a todos — bons ou maus — para que os bons se tornassem ainda melhores e os maus se convertessem e alcançassem uma vida de santidade.

Viver o mandamento do amor somente nos fará melhores. Aqueles que conseguem compreender o outro, que não estão dispostos a condenar, têm uma vida mais leve e conseguem respirar aliviados. O amor vem sempre para agregar. Todos nós somos capazes de amar; temos a possibilidade de amar o nosso próximo como a nós mesmos.

Comentário Diário | Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta – (Jo 15,1-8)

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Foto por Esra Korkmaz em Pexels.com

No campo da fé, quando há uma árvore que está inutilizando a terra, sem produzir fruto algum, mesmo depois de adubada e podada para que volte a dar frutos, e ainda assim não apresenta resultado, o Agricultor divino corta essa árvore e a lança fora do campo para ser queimada. Não é por escolha do Agricultor, mas pela própria escolha da árvore infrutífera.

Nunca podemos permanecer no comodismo, sem desejar produzir frutos para o Reino dos Céus. Quando temos a possibilidade de produzir frutos, de trazer mais irmãos para o seio da Igreja, devemos fazê-lo, pois também pecamos por omissão quando deixamos de realizar aquilo que deveríamos ter feito. Devemos ir por toda parte e anunciar o Reino de Deus.

Não é incomum pensar que a pregação da Boa-Nova pertence apenas àqueles que são chamados para a vida religiosa. Essa obrigação não é somente de freiras e padres, mas de todos os filhos de Deus. É certo que muitos não têm o dom da pregação, mas possuem a capacidade de cumprir os mandamentos e de serem luz para este mundo.

Comentário Diário | Não se perturbe nem se intimide o vosso coração – (Jo 14,27-31a)

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Foto por Emmanuel Hernu00e1ndez em Pexels.com

Uma das coisas que perturba o nosso coração é a descrença na misericórdia divina. Acreditamos que nosso erro é grande demais e que não alcançaremos o perdão. Passamos horas nos martirizando por causa de nossos erros passados; não conseguimos olhar para a frente, e a angústia nos toma, levando-nos a um mar de sofrimento. Mas, acreditem, nosso Deus é inteiramente misericórdia.

Perturbar o coração não nos faz bem. Quanto mais olhamos para o pecado passado, mais deixamos de caminhar rumo a um futuro de virtudes. Sim, devemos reconhecer nossos pecados e nos confessar, mas nunca permanecer parados, olhando apenas para erros que já não cometemos mais. Isso apenas atrasa a nossa caminhada.

Devemos entregar todas as nossas dores na oração. Ao rezarmos o Rosário, devemos colocar aos pés de Nossa Senhora todos os nossos erros e pedir que nos dê força para superar e não repetir as mesmas faltas. Pedir fortaleza para lutar contra nossos vícios é algo que só tem a nos acrescentar.

Comentário Diário | Quem não me ama, não guarda a minha palavra – (Jo 14,21-26)

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Foto por Elizabeth Ferreira em Pexels.com

Algo que é totalmente incompreensível para aqueles que caminham junto ao Senhor é como pode existir pessoas que não amam esse Deus tão bondoso. São tantas graças; dia e noite Ele vela por nós, nada nos falta. Mas há muitos que não querem seguir Seus passos; preferem morrer em seus erros a se curvar ao Mestre Jesus.

A concupiscência é algo que arrasta o ser humano para o ódio a Deus. Ficam presos ao prazer momentâneo gerado pela idolatria aos deuses deste mundo e se esquecem de que somente através da Verdade teremos vida, e vida em abundância. Os prazeres são coisas que devemos usar para o nosso bem, não para que nos escravizem.

Uma prática excelente para não ficar preso ao ódio a Deus por causa dos prazeres é a mortificação moderada: jejuns equilibrados, renunciar por um tempo a algo de que gostamos muito, e manter constante vigilância sobre nossas palavras e ações. Não conseguiremos viver uma verdadeira amizade com Deus se não tivermos uma vida de renúncias.

Comentário Diário | Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? – (Jo 14,1-12). (03/05/2026)

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Foto por Regan Dsouza em Pexels.com

A crença na Santíssima Trindade é o que move um cristão zeloso. Dificilmente existirá alguém que medita a Palavra dia e noite e não chega à conclusão de que existe a Santíssima Trindade, de que este Deus uno também é trino. Os textos se mostram claros e favorecem o entendimento daqueles que desejam compreender, enriquecendo a mente com um conhecimento santo.

Quando entendemos que existe a Santíssima Trindade, nosso entendimento sobre o amor também aumenta, pois compreendemos que existe um Deus que é unicamente amor. Como, então, não amar nossos irmãos, sejam eles quem forem? A entrega ao amor é uma consequência do entendimento dessa realidade gigantesca e insondável.

Muitos podem perguntar: “Como podemos entender algo que nem grandes santos compreenderam em sua plenitude?”. Precisamos apenas reconhecer sua existência e acreditar. Não é necessário entender como isso acontece, visto que é impossível para a inteligência humana desvendar plenamente como uma realidade divina pode se manifestar.

Comentário Diário | Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces – (Jo 14,7-14)

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Foto por UMUT DAu011eLI em Pexels.com

Como podemos ainda praticar certas coisas? Como podemos ainda estar impregnados em nossos pecados? Como podemos não adorar este Deus de todo o coração e de toda a alma? Não precisamos de sinais; sabemos que Ele é o Deus verdadeiro. O que devemos compreender é que nossa vida é curta e não podemos perder tempo com quimeras.

Devemos ir à luta logo. Precisamos vencer batalha por batalha e alcançar a vitória nesta guerra da vida. Aqueles que nos pedem para esperar, para que sejamos menos de Cristo, certamente não são pessoas às quais devemos dar ouvidos, visto que o tempo urge e devemos ir logo à batalha, pois, caso contrário, seremos derrotados pelo Inimigo.

A luta da vida é algo do qual não podemos nos desviar. Se achamos que não estamos de lado algum, que estamos neutros nesta batalha, na verdade estamos permitindo que o mal nos domine. Por isso, reajam, saiam desta vida pecaminosa e procurem a confissão; voltem para o seu Deus, que está de braços abertos à sua espera.