
Ficamos felizes quando vemos uma história que dá certo, quando possui um final bom. Acreditamos que isso nos ensina muito: ensina a não desistir, a ter força mesmo quando as coisas estão contrárias, a confiar que tudo vai dar certo no final — e isso é bom. Mas e quando a história não dá certo? Quando o final é triste, como foi o de Judas Iscariotes?
Certamente, nosso método costuma ser descartar esse final triste. Nós o desprezamos totalmente, porque ele não nos agrada e realmente não deve nos agradar, pois é algo mau. Porém, os finais tristes servem para nos alertar. Quantas vezes Nosso Mestre diz: “olhem, para que não terminem iguais a eles”. Isso é algo que devemos considerar. Precisamos olhar para os finais tristes e identificar os erros.
Certamente, a traição não começou na noite da última ceia. Foi algo que nasceu aos poucos no coração dele, e ele não foi zeloso em aniquilar esse mau pensamento. Quando vamos nutrindo o mal, ele cresce e toma conta de nós, até o ponto de fazermos algo que não condiz com nossa índole — mas, nesse momento, nossa índole já foi totalmente modificada.





