Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16)

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O mistério da cruz é algo insondável. Como um Deus grandioso, criador do céu e da terra, que fez o mar e as estrelas, que criou as plantas e os animais, que fez surgir o vento e a luz, pode entregar‑se a tão grande sofrimento por nós, pobres filhos de Eva? Este Deus é, em tudo, amor; é Ele quem nos sustenta e nos faz existir.

Muitos temem entrar na fila da confissão, pois acreditam que seu erro foi tão grande que não merece perdão. Mas não há nada maior que o sofrimento de Cristo. Se Ele se entregou por nós é porque deseja que todos sejamos salvos. A maior graça que Nosso Senhor Jesus Cristo deixou sobre a terra foi a salvação: o direito de entrar no Céu.

Todos nós somos chamados a receber essa graça, mas temos a liberdade de recusá‑la. Claro que é uma insensatez sem limites escolher a perdição em vez da salvação, mas esse direito nos foi dado. Temos o direito de escolher entre o sorriso e as lágrimas; e, se escolhermos as lágrimas, teremos de carregar o peso de nossa escolha.

Vós deveis nascer do alto (Jo 3, 7b)

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Quando nossos pés estão encravados nesta terra, quando nossa alma não consegue rasgar os céus e quando nossos pensamentos se baseiam apenas em nossos medos, tudo parece difícil. Não conseguimos dar um passo que nos leve a uma realidade diferente. Repetindo as mesmas ações, não obteremos resultados diferentes.

Nossos pés devem estar no chão, mas nossa alma deve estar nos céus. Quando mantemos os pés no chão e a alma também, tornamo-nos pobres nas virtudes mais básicas. Aqueles que não conseguem crescer na fé não o fazem porque não elevam seus pensamentos ao alto, mas também porque não permitem que seus pés se desapeguem do chão.

É pela oração que alcançamos uma vida mais espiritualizada. Principalmente por meio de uma vida de oração, teremos uma mente mais evoluída; conseguiremos descobrir o significado das coisas mais simples e avançar na compreensão daquelas que parecem mais difíceis. Aqueles que se entregam à oração conseguem nascer do alto.

O vento sopra onde quer (Jo 3, 8)

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Foto por cottonbro studio em Pexels.com

Quando nos perguntamos por que a graça ainda não chegou até nós, devemos lembrar que Deus derrama seus portentos onde Ele bem entende. Não cabe a nós ficar questionando por que ainda não fomos agraciados; devemos, sim, continuar trabalhando e rezando, confiando que tudo acontecerá no tempo certo.

Não podemos desanimar quando as portas se fecham. Quando isso acontece, precisamos nos fortalecer com a força do alto, para que estejamos dispostos a lutar a cada dia, pois é assim que atrairemos as coisas boas para nossa vida. Somente não alcança quem desiste, pois esses fecham para sempre as portas para si mesmos.

Não será com desânimo que conquistaremos vitórias, mas com muita labuta, trabalhando com confiança e sabendo que, mais cedo ou mais tarde, seremos vencedores. Deus não nos quer derrotados, mas, em Sua santa sabedoria, sabe que, se não nos desapontarmos em algumas situações, jamais sairemos do nosso comodismo.

Como o Pai me enviou, também eu vos envio (Jo 20, 21)

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Foto por Valentin Onu em Pexels.com

Muitos podem se perguntar de onde vem nossa autoridade para anunciar que há um Deus que é salvação, que existe um Deus amoroso que deseja apenas a nossa felicidade. Quem somos nós para querer que todos se voltem para esse Pai amoroso? Devemos sempre dizer: pregamos o amor porque fomos curados e restaurados por esse mesmo amor.

Existirão muitos que estarão contra nós, que tentarão nos desanimar e colocar nossa esperança em descrédito, mas devemos saber quem nos institui. Se Cristo foi desacreditado pelos grandes de sua época, nós também seremos. Claro que encontraremos pessoas de bom coração que nos incentivarão e nos farão mais felizes, mas também haverá pessoas importantes para nós que agirão de forma contrária.

Em nossas orações, devemos sempre pedir que as pessoas más não sejam capazes de superar a bondade daqueles que nos amam e desejam ver-nos progredir em uma vida de santidade. Devemos estar sempre vigilantes — e vigiamos pela oração. Não como Pedro e os outros discípulos, que dormiram na noite em que Jesus foi entregue, mas como Nossa Mãe, que está sempre de prontidão.

Também a estes não deram crédito (Mc 16, 13)

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Foto por Mauru00edcio Eugu00eanio em Pexels.com

Como é fácil dar crédito a tantas coisas que nos são ditas durante o dia. Acreditamos nos vídeos mais equivocados que assistimos, mas quando alguém nos fala sobre a fé, sobre como devemos praticar os atos de piedade, pensamos diversas vezes se aquilo é verdade. Não damos crédito de imediato, pois imaginamos que pode ser um farsante.

A fé é algo que a maioria das pessoas não consegue absorver logo de início, pois sempre há um pé atrás quando se trata de uma vida em Deus. Isso acontece porque a fé nos impele a mudar de vida, a trilhar outros caminhos, a acreditar que Nosso Senhor Jesus Cristo venceu a morte. A fé vem para transformar nossas estruturas.

Devemos sempre implorar a Deus que nos dê um coração capaz de ouvir os mensageiros do Céu, aqueles que nos trazem uma mensagem de esperança em meio a um mundo que prega apenas a morte. Crer não é fácil, pois exige muito de nós e nos implica em muitas coisas, mas devemos ser corajosos.

É o Senhor! (Jo 21, 7)

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Foto por miniperde em Pexels.com

Planejamos nossa vida nos mínimos detalhes. Sonhamos com a forma como tudo irá acontecer e nos colocamos a realizar esses planos. Quando tudo sai como imaginamos, enchemo-nos de alegria e contamos a todos como foi nossa vitória. Porém, quando os acontecimentos não correspondem ao que planejamos, o que fazer? Não podemos olhar para trás; devemos continuar e rever nossos erros.

Vemos esse exemplo no Evangelho. Pedro quis desistir quando viu o Senhor crucificado; desejou voltar a ser apenas um pescador. Porém, Cristo aparece a ele e lhe dá uma ordem: “Lance a rede pelo lado direito”. Às vezes estamos lançando a rede pelo lado errado. Precisamos recomeçar e agir da forma correta para que tudo aconteça bem.

É um pouco difícil, depois de anos lançando as redes sempre do mesmo lado, ter o firme propósito de mudar nosso modo de atuação, mas isso é necessário. Nunca devemos ter receio de mudar nossa forma de agir. Sempre devemos ter em mente que a mudança pode ser algo bom — pode nos conduzir a uma pesca milagrosa

Tinham reconhecido Jesus ao partir o pão (Lc 24, 35)

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Foto por Atlantic Ambience em Pexels.com

A partilha é algo que nos torna pessoas com outra perspectiva de vida. A maioria das pessoas, antes de querer ajudar o próximo, reflete se está segura, se os proventos que trouxe para a viagem são suficientes. Após uma análise detalhada de sua capacidade, é que cedem alguma coisa ao próximo. Já os servos de Cristo doam antes mesmo de saber se têm.

Ajudar o próximo é algo que enriquece nossa alma. Quando cedemos algo ao nosso irmão, isso nos enche de força e nos torna capazes de seguir nosso caminho. A esmola não é algo que traz benefício apenas para quem a recebe; ela também tem a capacidade de nos tornar mais felizes, para que possamos permanecer de pé diante de muitos acontecimentos.

Aqueles que nunca abrem a mão para ajudar o irmão que está caído deixam de perceber que a força que temos vem sempre do alto. Quando estamos alinhados com os pensamentos do Alto, isso nos fortalece para que saibamos tomar decisões importantes, visto que o Espírito de Deus estará sempre conosco, nutrindo-nos do que é necessário.