Comentário Diário | Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo – Evangelho (Mt 20,1-16a)

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Foto por Gaby Lopez em Pexels.com

O grande medo do mundo é a Justiça de Deus, pois todos sabem que Ele não dará a ninguém nada além daquilo que corresponde aos seus esforços. Por isso, esquivam-se do Pai Criador e fingem que Ele não existe. Se, porém, voltarem-se para a Sua Face, verão que Ele é grande e bondoso: recompensa aquele que trabalha e, ao servo mau e preguiçoso, concede a justa condenação.

Não devemos temer, mas devemos clamar dia e noite para que Ele nos encha de força e nos torne capazes de cumprir nossa missão. Nossa missão pode ser grande e árdua; porém, temos tudo o que é necessário para concluí-la — e, melhor ainda, concluí-la com louvor —, como aquele trabalhador que se esforça intensamente, sem se preocupar com a paga, mas somente em ver a obra concluída.

Somos medrosos, e isso não é segredo. Temos medo de não dar conta, mas devemos saber: de fato, sozinhos, não conseguimos dar conta. Contudo, nosso Deus, que nos ampara dia e noite, está com as mãos estendidas para nos levantar do chão e nos fazer grandes vencedores, mais que campeões: recordistas que não se cansam de, dia após dia, superar metas e vencer novos desafios.

Comentário Diário | Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível – Evangelho (Mt 19,23-30)

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Foto por Nic Wood em Pexels.com

Na visão humana, é impossível que o fraco saia vencedor quando disputa com um homem forte e robusto. Contudo, se esse homem forte e robusto defende uma causa injusta, o fraco pode sair glorificado dessa disputa, visto que Deus ampara aqueles que defendem o amor e a justiça. Nunca são derrotados aqueles que lutam ao lado de Deus.

Porém, aos olhos humanos, ser vencedor é possuir uma vida de luxos na terra, rodeada de grandes posses, em que a existência se resume ao prazer e às bebedeiras. Mas a grande felicidade do ser humano está em fazer a vontade do Pai Celestial. Todos aqueles que colocam sua esperança nas vaidades deste mundo se verão sós, mas aqueles que esperam em Deus serão saciados.

O vazio que toma aqueles que depositam sua esperança nas riquezas é fruto de uma consequência lógica: a riqueza é vazia em si mesma. Ela não pode ser a meta final, mas pode ser um instrumento utilizado com muita cautela para alcançar um fim maior. Contudo, se a riqueza for a finalidade da nossa vida, seremos tristes se a alcançarmos e também seremos tristes se não a alcançarmos.

Comentário Diário | Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna? – Evangelho (Mt 19,16-22)

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Foto por Public Domain Pictures em Pexels.com

Abandonamos diversas coisas para alcançar nossos objetivos; deixamos de praticar certos atos que muito nos alegravam quando sentimos que eles nos afastam de nossa meta e, sem titubear, deixamos de fazê-los. Mas será que estamos levando a sério o objetivo principal de nossa vida? Será que estamos deixando de fazer aquilo que pode nos atrapalhar a alcançá-lo?

Devemos saber que o objetivo principal de nossa vida é alcançar os Céus. Se lutarmos nesta vida como leões ferozes e, ao final da caminhada, não alcançarmos a salvação, de nada terão valido nossos anos de luta; tudo terá sido perdido. A grande meta de nossa vida deve ser alcançar a salvação. Devemos fazer de tudo para chegarmos a esse pódio e, felizmente, reinarmos com Nosso Mestre por toda a eternidade.

O segredo de uma vida feliz é saber para que estamos aqui; e aqui estamos para alcançar a salvação, para lutar pelo bem maior de nossa vida, para conquistar aquilo que realmente importa: ter o direito de nos sentar à mesa com o Pai Celestial e festejar nossa vitória — a vitória sobre as forças do mal, que dia e noite nos tentam para que abandonemos a vida feliz.

Comentário Diário | Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! – Evangelho (Lc 1,39-56)

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Foto por Vladimir Srajber em Pexels.com

Que Nossa Senhora é a maior de todas as criaturas é algo indubitável para todos aqueles que fazem uma análise honesta de toda a existência. Mas por qual motivo ela é grande? Isto nos perguntamos. Alguns podem dizer, de modo singelo, que é porque ela fez a vontade do Pai Celestial. Isso está certo, porém é muito raso, pois vai muito além.

Nossa Senhora foi capaz de renunciar a tudo para servir ao seu Deus. Renunciou até mesmo à própria vida, pois tornou-se serva por completo: sua alma e seu corpo pertenciam totalmente ao seu Deus. Muitos podem dizer que, para ela, foi mais simples, visto que não possuía a culpa original. Mas Eva também não possuía a culpa original quando foi criada e, mesmo assim, caiu.

Podem dizer que ela não foi tentada, mas não é isso que diz o Apocalipse. Lá se narra que o Grande Dragão despejou rios de perseguição contra ela; mas ela foi forte e tudo venceu, porque era enamorada por seu Deus. Sua alma era totalmente entregue ao Criador dos Céus e da terra; nada passava por sua mente que não fosse amá-Lo ternamente.

Comentário Diário | Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus – Evangelho (Mt 19,13-15)

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Foto por Vlada Karpovich em Pexels.com

A pureza das crianças é algo que encanta. É admirável como elas se entregam nos braços de seus pais e confiam firmemente que eles não as deixarão cair, mas que, com toda a força, farão de tudo para que elas estejam sempre seguras. Confiando inteiramente em seus pais e depositando todo o seu amor neles, choram quando estão distantes.

Devemos ter a confiança das crianças e saber que Deus nunca nos deixará cair. Se estivermos sempre envolvidos por Suas palavras, praticando Seus santos mandamentos, só teremos a progredir; nunca nos encontraremos sozinhos e perdidos na batalha da vida. Se confiarmos em Deus como as crianças confiam em seus pais, certamente nada será impossível para nós.

Rezemos, pedindo que Deus nos faça como as crianças, não em sua inocência de acreditar em todos, mas em sua virtude de saber que é em nosso Pai que devemos buscar nosso refúgio; que é n’Ele que encontraremos a salvação; que, em Seus braços, estaremos protegidos e prontos para tudo enfrentar, visto que receberemos uma força que nos capacitará a tudo realizar.

Comentário Diário | Mas não foi assim desde o início – Evangelho (Mt 19,3-12)

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Foto por Breno Cardoso em Pexels.com

O homem, sempre em busca de algo novo, por vezes ousa até querer mudar aquilo que Deus estabeleceu para vigorar durante toda a existência humana. Nem sempre aquilo que é novo traz algo de bom, pois há novidades que são nocivas e que não devem ser praticadas. Nem sempre o velho é algo ruim; há vezes em que o velho guarda mais virtudes do que a novidade.

Não podemos aceitar algo unicamente porque é novo, porque nunca antes foi praticado ou porque promete tornar nossa vida mais prática. Permanecer nas práticas antigas não quer dizer que não estamos progredindo; se a prática é boa, devemos cultivá-la para que ela se desenvolva até se tornar algo grandioso.

Rechaçar algo novo que não está de acordo com os mandamentos celestes é uma das atitudes mais sensatas que podemos tomar. A destruição, por vezes, vem de algo novo, de algo que nunca foi praticado e que se apresenta como bom e puro, mas que, em sua essência, está carregado de destruição e mazelas; por isso, é digno de ser esquecido por nós e jamais realizado.

Comentário Diário | o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida – Evangelho (Mt 18,21-19,1)

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Foto por Arturo Au00f1ez. em Pexels.com

Como é bom contemplar a imagem do Pai Celestial como um patrão que, ao ouvir nossa súplica, nos perdoa e nos manda seguir em paz. Porém, devemos ter a mesma atitude que Ele: perdoar aqueles que nos devem uma enorme quantia, pois, se quisermos receber até o último centavo, nosso ofensor nunca terá condições de nos pagar. Misericórdia deve gerar misericórdia.

Aqueles que foram perdoados de um grande pecado devem perdoar aqueles que os ofenderam gravemente. Não devemos cultivar o ódio, visto que é um sentimento que não traz benefício a ninguém. Já o amor, quando cultivado, tem a capacidade de limpar o mais profundo de nossa alma e nos fazer alçar voos maiores e mais bonitos.

Em nossas orações, supliquemos com intensidade que nosso Pai Amado nos conceda a graça de sempre saber perdoar. Que perdoemos livremente, como quem não espera nada em troca, mas deseja unicamente ver seu irmão livre de qualquer amarra de um coração preso aos erros do passado. Desejemos a liberdade para os que nos maltratam.