Comentário Diário | Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! – Evangelho (Mt 23,27-32)

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Foto por Andrea Kovu00e1u010dovu00e1 em Pexels.com

Um estado de hipocrisia é acreditar que somente a religião dos fariseus desagradava a nosso Deus, como se apenas aquele modo de ser judeu fosse repreendido por Nosso Mestre. Porém, mesmo nós, que somos cristãos, quando não nos comportamos conforme exigem as verdades do Evangelho, também somos dignos de ser chamados de hipócritas.

Não estamos muito distantes dos fariseus. Quantas são as vezes em que fazemos algo somente quando vemos algum lucro aparente! Se percebemos que nada ganharemos com determinada prática, dela nos afastamos e passamos a fazer outra da qual esperamos obter algum benefício. Não estou falando apenas do lucro econômico. Em diversos momentos, somos surpreendidos em hipocrisia.

Uma das coisas que fazem o cristianismo ser pouco difundido em todos os cantos é o nosso contratestemunho. Às vezes, achamos que quem atrapalha o Reino de Deus são apenas aqueles que cometem escândalos vergonhosos; porém, a cada momento em que deixamos de fazer o que é certo, tornamo-nos contratestemunho para aqueles que estão próximos de nós e os afastamos dos braços do Pai.

Comentário Diário | Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo – Evangelho (Mt 23,23-26)

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Foto por yu zhou em Pexels.com

Nossa preocupação com o exterior é demasiado grande. Sempre nos preocupamos com o que os outros irão achar de nós e com a imagem que terão a nosso respeito, mas não nos perguntamos se essas práticas exteriores alimentam nossa alma para uma vida boa. Devemos cuidar primeiro de nossa alma, a fim de que ela esteja sempre ligada a Deus, crescendo no amor.

Pior ainda é quando praticamos algo incorreto, mas que agrada a quem está à nossa volta. Isso nos torna menores do que somos. Dia após dia, vamos nos distanciando de nossa meta, entristecendo-nos e nos tornando pessoas que não somos. Devemos buscar nossa essência: nossa imagem mais verdadeira é estar ligados a Deus, amando ternamente.

Um método simples para não nos distanciarmos de quem somos é permanecermos em estado de meditação, buscando sempre respostas em nossa alma. E que momento nos liga mais a nós mesmos do que a oração? Na oração, conversamos com Deus e aprendemos quem Ele é, reconhecendo que Ele é um Deus disposto a nos ensinar.

Comentário Diário | De onde me conheces? – Evangelho (Jo 1,45-51)

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Foto por Czapp u00c1rpu00e1d em Pexels.com

Pensamos, neste mundo, que os grandes não nos conhecem, que os governantes desta terra pouco se importam conosco. Verdadeiramente, eles não nos veem como pessoas únicas, mas como números e estatísticas. Porém, há um grande governante, o maior de todos, que nos conhece pelo nome, sabe onde moramos e como vivemos: Ele é Jesus Cristo, o Rei dos reis.

Nosso Amado Mestre vela por nós dia e noite; não permite que caminhemos sozinhos. Mesmo quando não queremos Sua presença, Ele está no meio de nós, amparando-nos e livrando-nos de todo o mal. Quantas foram as vezes em que você se viu retirado da boca do leão? Parecia que estava em uma situação sem saída, mas tudo deu certo e você venceu.

Sempre peça, em suas orações, que a imagem de Jesus, o Bom Pastor, nunca saia de sua mente: deste Jesus que se preocupa conosco, que não nos deixa sós e que nos ama ternamente, como ninguém jamais nos amou. Ele vela por nós e nos quer ver sãos e salvos em um porto seguro, onde nem a tempestade nem o sol forte irão nos abalar, mas onde sempre permaneceremos firmes.

Comentário Diário | E vós, quem dizeis que eu sou? – Evangelho (Mt 16,13-20)

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Foto por Judd Mauricio em Pexels.com

A amizade começa a partir do conhecimento das virtudes e dos defeitos daquele que se tem por amigo. Se você tem um amigo, é porque certamente encontra nele mais qualidades que defeitos. Certamente, você conhece os defeitos dele, mas, principalmente, sabe quais são suas qualidades; e as qualidades dele o cativam de tal modo que você gosta de estar ao seu lado.

Os discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo conheciam suas qualidades; porém, elas eram de tamanha grandiosidade que eles não conseguiam contemplá-las em sua plenitude. Sabiam que Ele era uma grande pessoa, mas não conseguiam ir além da imagem que viam. Mesmo Pedro, João e Tiago, quando viram sua grandeza no Monte Tabor, não conseguiram compreendê-la de modo pleno.

Com a vinda do Espírito Santo, os apóstolos de Cristo verdadeiramente se tornaram amigos d’Ele e conseguiram amá-Lo de modo intenso, a ponto de dar a própria vida pela causa dos Céus, pois sabiam que esse Amigo era fiel e que sua bondade não poderia ficar restrita a eles, mas deveria alcançar todas as nações, conhecidas e desconhecidas.

Comentário Diário | Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus – Evangelho (Lc 1,26-38)

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Foto por Vidal Balielo Jr. em Pexels.com

Uma das coisas inexplicáveis que existem no mundo cristão é que Nossa Senhora encontrou complacência no coração de Deus, mas não a encontra no coração de muitos que se dizem fervorosos amantes de Cristo. Certamente, aqueles que afirmam ser servos de Cristo, mas não são servos da Virgem Santíssima, fizeram uma leitura totalmente equivocada dos Céus e da missão do cristão.

Para sermos servos de Cristo, devemos ter apreço por tudo o que sua Santa Mãe fez e ensina, visto que sua missão traz um ensinamento que vai muito além de dizer que ela foi uma grande mulher, equiparável às matriarcas do Antigo Testamento. Certamente, essa não é a explicação correta. Nossa Mãe Amada carregou os Céus em seu seio: é um mistério inefável.

A mente humana não consegue alcançar a totalidade do que foi realizado na Santíssima Virgem. Por isso, a Igreja nos ensina que ela foi a maior de todas as criaturas, pela simples razão de que a missão confiada a ela não foi dada a mais ninguém em toda a história da humanidade. Ser a Arca dos Céus não é algo que possa ser diminuído.

Comentário Diário | Amarás ao teu próximo como a ti mesmo – Evangelho (Mt 22,34-40)

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Foto por Ba Uoc Phung em Pexels.com

Quando o Apóstolo afirmou que dizer que se ama a Deus é fácil, demonstrou uma inteligência sem precedentes. Se voltarmos ao tempo dele, veremos que não era tão simples declarar amor a Deus, sobretudo ao modo católico, visto que isso significava reconhecer-se como seguidor de Jesus Cristo, o que poderia ocasionar grande perseguição e até mesmo a morte.

Desse modo, é mais fácil colocar nossa vida em risco do que amar nosso irmão da forma como Cristo manda amar. Cristo não nos pede apenas que amemos nossos amigos, visto que isso é simples e não exige virtude heroica; o Mestre ordena que amemos nossos inimigos e que rezemos por aqueles que nos perseguem. Nisto consistem a Lei e os Profetas.

Não é nada fácil ser de Cristo: não de modo fingido, mas de modo verdadeiro. Por isso, quando lemos algum escrito dos santos, vemos que eles se julgavam grandes pecadores, pois tinham em mente que não conseguiam cumprir os mandamentos de Cristo de modo absoluto. Sempre lhes faltava uma vírgula que os tornava pequenos no Reino dos Céus.

Comentário Diário | Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa? – Evangelho (Mt 22,1-14) (20/08/2026)

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Foto por cheptu00e9 cormani em Pexels.com

Qual seria o traje adequado para estar no Reino dos Céus? Certamente seria uma roupa reluzente como o sol, sapatos firmes de quem percorreu muitas cidades levando a palavra do amor e um chapéu que, durante a vida, protegeu contra o calor dos maus sentimentos. A roupa precisa ser adequada; não podemos comparecer com um traje que não seja de festa.

Muitos são aqueles que não dão a mínima importância à grande verdade sobre o fim de nossa vida. Como muitos dizem, a morte é a única certeza. Ainda assim, há muitos que não dão a devida importância a esse dia: vivem como se fossem permanecer aqui para sempre, embora saibam que a vida é passageira e passa muito rápido.

Peçamos ao nosso Deus, em nossas orações, que, durante os anos de nossa vida, vivamos para adquirir o traje da grande festa; que não estejamos despreparados nesse dia, mas bem trajados, sabendo que iremos para a festa do grande Rei, onde haverá somente pessoas ilustríssimas, dignas de todos os aplausos e festejos por estarem em Sua presença.