Comentário Diário | Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’ – Evangelho (Mt 10,1-7)

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Foto por Ku00fcru015fat Kuzu em Pexels.com

Podemos pensar que anunciar que o Reino dos Céus está próximo é uma mensagem simples. Porém, ela somente produz efeito quando sai do coração. Quando estamos com a alma cheia de podridão, podemos até dizer que o Reino dos Céus está próximo; todavia, essa mensagem não ecoará e somente revelará o nosso fingimento, sem produzir efeito algum.

Quando estamos totalmente entregues a uma vida de santidade, nossas palavras produzem efeito. Não significa que alcançaremos um sem-número de pessoas, mas aquelas que pararem para nos ouvir se sentirão profundamente tocadas e não prosseguirão mais em seus pecados; antes, voltar-se-ão para este Deus misericordioso e terão vida nova.

Ter uma vida coerente é nossa meta. Para que nossas palavras possam ser ouvidas, devemos fazer com que nós mesmos consigamos ouvi-las, e que nosso coração não esteja fechado a um espírito de mudança, capaz de fazer novas todas as coisas e de nos fazer prosseguir de modo santo na caminhada que nos é proposta. Temos que fazer com que nós sejamos os primeiros a nos converter.

Comentário Diário | Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas – Evangelho (Mt 9,32-38)

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Foto por Max Vakhtbovych em Pexels.com

As multidões refletem aquilo que um povo sente. Quando estamos diante de uma multidão de pessoas que têm uma nacionalidade comum, vemos como o país se comporta, como aquele povo pensa e quais são seus desejos para a posteridade. Quando Cristo estava diante das multidões que O seguiam, via que era um povo aflito, que, mais do que um Messias, pedia alguém que pudesse trazer alívio.

As multidões do início da era cristã não pediam um chefe político, visto que suas dores iam muito além da opressão do Império Romano: eram dores interiores, de pessoas constantemente atormentadas por espíritos que as faziam sentir-se as menores de todas. Um chefe político nunca curaria as dores da alma; apenas evitaria impostos e colocaria riqueza nas classes que já oprimiam.

Talvez seja por isso que a mensagem de Cristo obteve tanto sucesso, a ponto de ainda hoje o cristianismo ser a maior religião do globo terrestre. Se Cristo fosse apenas o político que os grandes esperavam, somente traria a vitória do Reino Judeu, mas não acalentaria a alma, visto que os pobres saberiam que continuariam vivendo uma vida de opressão.

Comentário Diário | Nunca se viu coisa igual em Israel – Evangelho (Mt 9,32-38)

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Foto por Andru00e9 Cook em Pexels.com

Somos convidados a ver coisas maiores; somos convidados a estar na presença do Deus Criador. Tudo o que vemos de belo e bonito não se compara às coisas que podemos ver pelos olhos da fé. Aqueles que têm um olhar depurado conseguem ver com clareza a bondade de Deus, que se esconde nas coisas pequenas e simples.

Às vezes, viajamos para lugares tão distantes para ver coisas maiores do que aquelas que vemos todos os dias. Isso não é ruim, mas melhor ainda é conseguir enxergar uma dádiva de Deus a cada dia, percebendo a bondade que Ele tem conosco. Temos que ver que o sol é bonito, nasça onde nascer; que a chuva é refrescante, caia onde cair; tudo é santo e enriquecedor.

Estar em um estado de beleza, em que tudo é manifestação do nosso Deus, exige muito de nós. Precisamos de uma alma leve, desapegada dos pesados sonhos de ganância, dos esmagadores sonhos de sempre querer mais, custe o que custar. Devemos lutar por dias melhores, mas sempre agradecendo o que temos hoje, pois nos foi concedido por Deus.

Comentário Diário | Coragem, filha! A tua fé te salvou – Evangelho (Mt 9,18-26)

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Foto por Roman Ska em Pexels.com

Em dias difíceis, é duro acreditar que temos um Deus nos Céus que olha por nós e nos ama ternamente. Nos dias em que nada dá certo, é difícil confirmar que Cristo é nosso Mestre e que não nos abandona, mas caminha conosco noite e dia, instruindo-nos sobre como devemos proceder. É fácil acreditar quando tudo dá certo, pois, na calmaria, é bom navegar.

Porém, é nos momentos difíceis que provamos que acreditamos em nosso Deus, que reafirmamos nossa fé e dizemos que somos capazes, que tudo podemos realizar e que o Reino de Deus é nossa meta. A dificuldade fortalece nossa fé; só precisamos demonstrá-la, mesmo que de modo pequeno, mas devemos fazer com que ela floresça e se torne uma árvore mais bela.

Para que possamos permanecer sempre incólumes diante das dificuldades, temos que ter uma vida de oração consciente, rezando com a certeza de que Deus tudo pode operar em nossa vida e de que, para Ele, nada é difícil. Rezar e rezar: esta é a única saída para permanecer firme em tempos de grande dificuldade; somente assim permaneceremos em pé.

Comentário Diário | Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão – Evangelho (Mt 9,14-17)

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Foto por Emilio Su00e1nchez Hernu00e1ndez em Pexels.com

Como eram alegres os discípulos enquanto estavam com o seu Mestre! Ele lhes falava abertamente; sua voz era doce e acalmava a alma; seus passos faziam com que eles acreditassem que aquela missão iria mais adiante. Tudo era paz e regozijo. Mas o Mestre lhes foi tirado por desígnio divino. Agora, a missão pertence a eles, e eles têm que demonstrar que possuem bravura.

Nós, que estamos a dois mil anos do nascimento de Cristo, também podemos estar em sua presença quando estamos diante do sacrário. Ali, temos contato com toda a paz que Cristo revela. Porém, não podemos ficar ali por muito tempo: temos que ir para a messe e provar que podemos ser bons trabalhadores, que não se importam com o sol forte.

Estar na presença de Cristo é algo inexplicável; participar de uma celebração litúrgica é algo que enriquece a alma; estar em uma festa de padroeiro é algo que nos revigora. Mas temos que ir ao trabalho. Precisamos viver esses momentos para nos tornarmos mais fortes. Porém, não podemos esquecer que nosso trabalho é lá fora; lá temos que desempenhá-lo de modo honroso.

Comentário Diário | Meu Senhor e meu Deus! – Evangelho (Jo 20,24-29). São Tomé, Apóstolo

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Foto por Mete Kaan u00d6zdilek em Pexels.com

Não são poucos os que têm Tomé como o discípulo que representa a descrença: aquele que somente crê se vê, aquele que não acredita com facilidade, que não está aberto aos novos acontecimentos que vão além da derrota. Porém, nos Evangelhos, Tomé é o único que proclama que Cristo era Deus. Isso surgiu de um ato de fé, visto que ninguém nunca havia dito que Cristo era Deus.

Devemos ser prudentes e reconhecer que, vez ou outra, nossa fé se encontra desfalecida, e passamos a acreditar somente na derrota; não vemos nada além dela. Temos que estar sempre vigilantes e procurar, nas pequenas coisas da fé, motivos que nos façam ir adiante e não parar no meio da caminhada. Deus nos chama para mares mais profundos; por isso, precisamos estar preparados.

Na oração cotidiana, sempre encontramos o manancial capaz de saciar nossa sede de esperança. Nela, encontraremos tudo o que é suficiente para que tenhamos uma fé firme e prossigamos sem titubear em nosso desejo de santidade, em nosso desejo de ser melhores a cada dia. Tenhamos força; tenhamos vontade de ser mais de Cristo.

Comentário Diário | Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa – Evangelho (Mt 9,1-8)

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Foto por Matheus Bertelli em Pexels.com

Estar em um lugar que não é nosso. Viver em uma realidade que não nos pertence. Amar um amor que não nos agrada. Realmente, esta é a tradução de não estar em casa: estar em um lugar que não sentimos como pertencente a nós. Quando estamos fora de casa, não conseguimos nos desenvolver; parece que tudo nos puxa para baixo.

Quando estamos em casa, nossas forças se manifestam e conseguimos realizar grandes coisas, visto que estamos dentro daquilo que nos pertence. A casa é mais que um lugar físico; é muito mais que um endereço ou um bem que pode ser convertido em moeda. Nossa casa é tudo aquilo que nos faz bem e nos torna quem somos.

Buscar sempre a nossa casa é algo que devemos ter como meta de vida. Não devemos permanecer em um lugar onde não somos aceitos e, principalmente, em um lugar onde nós mesmos não queremos estar. Devemos ter coragem para voltar para casa, para reconstruir a morada que, há anos, deixamos ruir e que se tornou apenas escombros.