
Os fariseus haviam se apegado tanto à norma que já não conseguiam mais sopesar as coisas. Apenas conseguiam ver o que estava dentro ou fora da lei, sem enxergar nada além disso. Devemos cumprir regras, porém elas devem existir em benefício daqueles que estão submetidos a elas; quando lhes causam mal, já não devem ser praticadas do mesmo modo.
Na cena do Evangelho, os apóstolos estavam em uma plantação de trigo e, como estavam com fome, começaram a colher algumas espigas, debulhá-las e comer. Porém, era dia de sábado, e os judeus não podiam realizar nenhum serviço que exigisse esforço. Ainda assim, eles estavam com fome e não havia nada já preparado para comer. Como poderiam permanecer em estado de inércia?
Quando o homem se torna escravo da regra, isso o arrasta para um estado de fanatismo, no qual ele somente consegue ver o que se encaixa ou não na prática da norma. Já não consegue perceber se aquilo faz bem ao ser humano; a regra passa a ser mais importante do que o próximo. Devemos praticar a regra, mas também devemos amar o nosso próximo.





