Não fazíamos caso dele (Is 52, 3)

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Nossos olhos sempre buscam a beleza, aquilo que julgamos ser atraente. As belas imagens nos geram prazer e são capazes de nos trazer paz, mesmo em momentos em que passamos por grandes dificuldades. Como é bom ver uma bela imagem da natureza, em que nossa alma esteja totalmente conectada com aquilo que estamos vendo.

Porém, será que conseguimos ver a beleza quando ela se encontra escondida? É fácil ver algo que é manifesto, mas aquilo que nos leva para outra realidade de crescimento é quando conseguimos ver a beleza escondida. Poucos conseguem ver na realidade da cruz uma beleza: digo, a realidade do sofrimento de Cristo, mas também o nosso sofrimento cotidiano.

Quando estamos a sofrer é porque Deus se lembrou de nós. Parece algo totalmente incabível, porém é algo verdadeiro. Deus quis que você se lembrasse dele e, principalmente, que você descobrisse que com ele você é capaz, você pode. Muitas vezes desconsideramos a realidade do sofrimento, mas ela é capaz de nos fazer mais humanos.

Se eu não te lavar, não terás parte comigo (Jo 13, 8)

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Deus nos chama a sermos totalmente limpos, sem ter mancha alguma em nosso coração. Podemos pensar que é algo totalmente impossível não ter uma mancha sequer em nosso coração. Porém, Deus nos garante que ele mesmo será quem irá nos limpar.

Caso necessitássemos de nós mesmos estar limpos, com o nosso coração totalmente limpo, certamente não iríamos alcançar, visto que somos fracos. Nós somos limitados, não conseguimos viver santamente. Deus não nos solicitaria um grau de prudência certo de que não alcançaríamos. Por isso que ele nos capacita.

Exigir algo de alguém certo de que ele não alcançaria seria uma maldade patente. Deus não faria algo mau, pois ele é em essência bom. Deste modo, quando ele identifica que nós não temos força para alcançar, Ele nos cede a força suficiente para que consigamos alcançar. Com a força de Deus somos capazes de tudo alcançar.

Tu o dizes (Mt 26, 25)

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As decisões mais relevantes de nossa vida não são impostas por pessoas estranhas; somos nós mesmos que as tomamos. Não devemos esperar que escolhas capazes de nos transformar profundamente sejam feitas por outros. É quando assumimos nossas próprias decisões que nos fortalecemos para alcançar aquilo que desejamos, aquilo que brota do nosso próprio coração.

Quem pauta sua vida pelas decisões de terceiros dificilmente viverá algo grandioso. Precisamos buscar decisões próprias, escolhas que nascem de nossa reflexão, dos nossos momentos de solidão, quando permitimos que nossas vozes interiores falem e nos façam crescer. Aqueles que vivem apenas das escolhas dos outros jamais se tornam grandes.

Deus nos chama a uma vida de coragem. Não somos convidados a viver dominados pelo que os outros dizem sobre nós, mas chamados a descobrir quem somos e reconhecer nossas capacidades — o que podemos e o que não podemos, o que devemos e o que não devemos fazer. As decisões verdadeiramente fortes são tomadas por nós mesmos.

Depois do pedaço de pão (Jo 13, 27)

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Todos nós somos chamados a estar perto de Cristo, a comungar do seu Corpo e a cultivar uma amizade com Ele. Porém, nem todos que estão ao lado de Cristo são, de fato, seus verdadeiros amigos. Ainda assim, todos são chamados a viver santamente, mesmo que não o queiram. A santidade é para todos, mas nem todos vivem uma vida piedosa; muitas vezes buscam em quimeras a sua alegria.

Ao comungarmos, não podemos nos considerar superiores às outras pessoas, pois podemos estar comungando para a nossa própria condenação. Ter amizade com Cristo exige que sejamos mais zelosos do que os demais. Se os outros estão vigilantes, nós devemos estar cem vezes mais. Somos convidados a viver uma fé intensa.

Não pensem que estas palavras servem para assustar, pois Cristo nos dá força e nos capacita para vencer. Por mais pesada que seja a tempestade, se estamos com Ele, venceremos de modo glorioso. Veja a vida dos santos: não foi fácil, mas eles saíram vitoriosos. Assim também será conosco, se permanecermos firmes.

Por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus. (Jo 12, 11)

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São muitas as causas que defendemos durante nossa vida. Mesmo que você seja alguém que não costuma se manifestar sobre muitas coisas, sempre há situações em que expõe sua opinião e a defende com firmeza. São muitas as causas que tomamos como nossa obrigação fazer com que as pessoas entendam. Defendemos aquilo em que acreditamos com palavras e atitudes, tentando mostrar que é a melhor opção.

Porém, surge uma pergunta: você tem defendido ao menos uma causa de Cristo? Não estou questionando a todos, mas especialmente aqueles que julgam ser bons cristãos, que praticam seus ensinamentos e buscam honrá‑lo de todas as formas. Para estes, fica esta simples reflexão.

Não podemos nos calar em um mundo que grita cada vez mais alto e tenta nos obrigar a praticar ações infames. Não podemos fechar a boca enquanto o mundo está aos berros. Não precisamos ir às praças públicas pregar, pois talvez não surtisse grande efeito. Devemos anunciar este Cristo amoroso dentro do nosso lar, aos nossos.

O Senhor Deus é meu Auxiliador (Is 50, 7)

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Não são poucas as situações que nos roubam a paz. Às vezes achamos que viveremos o melhor dia de nossas vidas, e então acontece algo que nos deixa enfurecidos — e lá se vai a paz que havíamos reservado para aquele dia. Os desassossegos são constantes; parecem até numerar os nossos dias. Não é incomum pensarmos que os momentos de tormento são incontáveis.

Momentos difíceis, que nos tiram a paz, sempre existirão — para nós e para todos que conhecemos. Porém, o que nos diferencia dos demais é a forma como projetamos suportar tais momentos. Não será com gritos ou explosões de fúria que conseguiremos resistir, mas entregando todos esses momentos de dor ao nosso Senhor.

Deus nos quer fortes e firmes nos tempos de tormenta. Só alcançaremos essa paz se estivermos com Ele, ao lado d’Ele, ouvindo Sua voz e tomando Suas palavras como conselhos sábios. Não será com nossas próprias forças que suportaremos, mas com a força divina que vem dos Céus — é ela que nos capacitará a aceitar tudo.

Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus (Ez 37, 23)

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Foto por roy musttang em Pexels.com

Andar sem ter um norte é algo bastante complicado. Percorrer uma estrada que nunca antes trilhamos é uma tarefa difícil. Mas, quando encontramos alguém que já percorreu todo o caminho e se saiu muito bem, tudo se torna mais fácil, pois seguiremos seus conselhos e conseguiremos atravessar toda essa estrada.

Deus colocou em nosso caminho um grande instrutor, a quem podemos perguntar tudo. E, quando acharmos que não conseguiremos dar mais nenhum passo, podemos entregar a direção a Ele. Esse santo professor é Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele está disposto a nos ensinar e nos guiar nesta caminhada.

Quem se entrega totalmente a Cristo não erra o caminho. Pode ser que, no meio da caminhada, se sinta fraco, mas nunca se perderá ou errará alguma entrada. Sempre estará percorrendo o caminho correto, pois sabe que Ele o está conduzindo. Faça da sua caminhada algo mais leve: entregue-se totalmente a esse Bondoso Mestre e deixe que Ele o conduza.