Comentário Diário | Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! – Evangelho (Lc 1,39-56)

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Foto por Vladimir Srajber em Pexels.com

Que Nossa Senhora é a maior de todas as criaturas é algo indubitável para todos aqueles que fazem uma análise honesta de toda a existência. Mas por qual motivo ela é grande? Isto nos perguntamos. Alguns podem dizer, de modo singelo, que é porque ela fez a vontade do Pai Celestial. Isso está certo, porém é muito raso, pois vai muito além.

Nossa Senhora foi capaz de renunciar a tudo para servir ao seu Deus. Renunciou até mesmo à própria vida, pois tornou-se serva por completo: sua alma e seu corpo pertenciam totalmente ao seu Deus. Muitos podem dizer que, para ela, foi mais simples, visto que não possuía a culpa original. Mas Eva também não possuía a culpa original quando foi criada e, mesmo assim, caiu.

Podem dizer que ela não foi tentada, mas não é isso que diz o Apocalipse. Lá se narra que o Grande Dragão despejou rios de perseguição contra ela; mas ela foi forte e tudo venceu, porque era enamorada por seu Deus. Sua alma era totalmente entregue ao Criador dos Céus e da terra; nada passava por sua mente que não fosse amá-Lo ternamente.

Comentário Diário | Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus – Evangelho (Mt 19,13-15)

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Foto por Vlada Karpovich em Pexels.com

A pureza das crianças é algo que encanta. É admirável como elas se entregam nos braços de seus pais e confiam firmemente que eles não as deixarão cair, mas que, com toda a força, farão de tudo para que elas estejam sempre seguras. Confiando inteiramente em seus pais e depositando todo o seu amor neles, choram quando estão distantes.

Devemos ter a confiança das crianças e saber que Deus nunca nos deixará cair. Se estivermos sempre envolvidos por Suas palavras, praticando Seus santos mandamentos, só teremos a progredir; nunca nos encontraremos sozinhos e perdidos na batalha da vida. Se confiarmos em Deus como as crianças confiam em seus pais, certamente nada será impossível para nós.

Rezemos, pedindo que Deus nos faça como as crianças, não em sua inocência de acreditar em todos, mas em sua virtude de saber que é em nosso Pai que devemos buscar nosso refúgio; que é n’Ele que encontraremos a salvação; que, em Seus braços, estaremos protegidos e prontos para tudo enfrentar, visto que receberemos uma força que nos capacitará a tudo realizar.

Comentário Diário | Mas não foi assim desde o início – Evangelho (Mt 19,3-12)

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Foto por Breno Cardoso em Pexels.com

O homem, sempre em busca de algo novo, por vezes ousa até querer mudar aquilo que Deus estabeleceu para vigorar durante toda a existência humana. Nem sempre aquilo que é novo traz algo de bom, pois há novidades que são nocivas e que não devem ser praticadas. Nem sempre o velho é algo ruim; há vezes em que o velho guarda mais virtudes do que a novidade.

Não podemos aceitar algo unicamente porque é novo, porque nunca antes foi praticado ou porque promete tornar nossa vida mais prática. Permanecer nas práticas antigas não quer dizer que não estamos progredindo; se a prática é boa, devemos cultivá-la para que ela se desenvolva até se tornar algo grandioso.

Rechaçar algo novo que não está de acordo com os mandamentos celestes é uma das atitudes mais sensatas que podemos tomar. A destruição, por vezes, vem de algo novo, de algo que nunca foi praticado e que se apresenta como bom e puro, mas que, em sua essência, está carregado de destruição e mazelas; por isso, é digno de ser esquecido por nós e jamais realizado.

Comentário Diário | o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida – Evangelho (Mt 18,21-19,1)

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Foto por Arturo Au00f1ez. em Pexels.com

Como é bom contemplar a imagem do Pai Celestial como um patrão que, ao ouvir nossa súplica, nos perdoa e nos manda seguir em paz. Porém, devemos ter a mesma atitude que Ele: perdoar aqueles que nos devem uma enorme quantia, pois, se quisermos receber até o último centavo, nosso ofensor nunca terá condições de nos pagar. Misericórdia deve gerar misericórdia.

Aqueles que foram perdoados de um grande pecado devem perdoar aqueles que os ofenderam gravemente. Não devemos cultivar o ódio, visto que é um sentimento que não traz benefício a ninguém. Já o amor, quando cultivado, tem a capacidade de limpar o mais profundo de nossa alma e nos fazer alçar voos maiores e mais bonitos.

Em nossas orações, supliquemos com intensidade que nosso Pai Amado nos conceda a graça de sempre saber perdoar. Que perdoemos livremente, como quem não espera nada em troca, mas deseja unicamente ver seu irmão livre de qualquer amarra de um coração preso aos erros do passado. Desejemos a liberdade para os que nos maltratam.

Comentário Diário | Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja – Evangelho (Mt 18,15-20)

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Foto por Thiago Andrade em Pexels.com

Contendas são algo comum no seio da Igreja. Sempre existem desentendimentos entre os irmãos, quando um não está de acordo com aquilo que o outro está fazendo. Isso é normal e esperado; porém, o que não se pode admitir é que esses irmãos passem a odiar um ao outro e façam de tudo para que o seu oponente não tenha paz. Isso é inadmissível.

Querelas sempre existiram, mas a grande diferença está no modo como são resolvidas. Os filhos da Luz sabem lidar com os problemas; sabem dizer que algo está errado sem usar ofensas contra quem errou. Devemos admoestar os membros do nosso grupo, mas não de modo que passem a nos odiar; é preciso que seja uma correção fraterna.

Saber lidar com problemas é uma das virtudes dos cristãos. Caso você ainda não saiba como enfrentá-los, deve pedir insistentemente a Nossa Amada Mãe que lhe ensine a lidar com os desafios que surgem. Um cristão que não sabe enfrentar os problemas está fadado ao fracasso; por isso, devemos buscar essa virtude o quanto antes.

Comentário Diário | Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos – Evangelho (Mt 18,1-5.10.12-14)

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Foto por Hannah Barata em Pexels.com

Os pequenos são queridos por Deus. Não estamos falando daqueles que são pequenos em estatura, mas daqueles que são pequenos na fé. Uma pessoa que ingressa no seio da Igreja segue todos os passos da vida normal: primeiro, nasce no seio da fé, como uma criança indefesa; depois, vai crescendo até se tornar adulta nas coisas celestes.

Mas há aqueles que nunca se desenvolvem na fé, visto que acham muito difícil caminhar com o Senhor; pensam que precisam renunciar a muitas coisas para alcançar um conhecimento profundo das realidades sagradas e, com isso, permanecem sempre como criancinhas na fé. Aqueles que são pequenos na fé podem cair em armadilhas das quais seria fácil se desviar, mas, por serem pequenos, acabam caindo.

Todo aquele que ingressa na estrada da fé deve ter como meta tornar-se grande no seguimento de Cristo, como um grande soldado que luta contra exércitos poderosíssimos. Não pode permanecer eternamente como uma criança medrosa, que se perde em lágrimas diante de tudo o que acontece em sua vida; antes, deve ser forte e estar disposto a enfrentar tudo.

Comentário Diário | onde eu estou estará também o meu servo – Evangelho (Jo 12,24-26)

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Foto por Alexander Mass em Pexels.com

Estar onde Deus está é ser sinal de Sua presença. Há pessoas que, quando chegam a um espaço, fazem com que todos comecem a sentir a presença de Deus, seja por sua cordialidade, seja por seu espírito de resolver as questões de modo pacífico, seja ainda por seu empenho no trabalho. Ter a presença de Deus é algo compatível com os filhos da Luz.

Mas há aqueles que, mesmo estando dia e noite na igreja, não refletem as bênçãos dos Céus; sua presença se torna intragável, e nem mesmo os seus desejam estar ao seu lado. Isso acontece quando a pessoa se dedica somente a si mesma e não deseja que o bem seja distribuído a todos. Devemos compreender que não podemos guardar as bênçãos dos Céus somente para nós, mas devemos distribuí-las até mesmo aos nossos inimigos.

Busquemos sempre, em nossas orações, implorar à Rainha dos Céus que nos ensine a agir como Ela: desejar menos de nós e mais de Deus. Que Deus seja uma realidade em nossa vida; que, em todos os nossos atos, esteja a presença divina do Mestre; que nada façamos por nós mesmos, mas que o bem de todos e o crescimento do Reino dos Céus sejam a nossa meta.