Comentário Diário | Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho – Evangelho (Mt 7,1-5)

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Foto por Mayara Caroline Mombelli em Pexels.com

Somos bons arautos de comportamentos honrosos, de boas práticas civis e de ensinamentos grandiosos, porém, muitas vezes, apenas quando se trata dos outros. Quando nós mesmos devemos fazer algo, somos laxos; achamos que não é necessário tanto rigor, visto que já praticamos muitas boas obras e, sendo assim, um erro ou outro não prejudicará em nada. Pura hipocrisia.

Preocupamo-nos com o que os outros fazem e nos esquecemos do que devemos fazer. Antes de querermos ajustar a vida do nosso irmão, temos de olhar para nós mesmos e ver se estamos fazendo algo digno, ou se estamos nos comportando como pagãos. O bom conselho é aquele que damos a nós mesmos, principalmente quando ele é bem rígido.

Peçamos sempre, em nossas orações, que sejamos pessoas capazes de reconhecer os próprios erros e corrigi-los. Que saibamos sempre olhar para os nossos passos e perceber em que momento eles estão saindo da trilha, para que possamos nos corrigir e voltar ao caminho do justo e do amável. Sejamos pessoas que se corrigem e julgam menos.

Comentário Diário | Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais – Evangelho (Mt 10,26-33)

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Foto por Nadezhda Moryak em Pexels.com

Nosso Deus protege até o mais simples dos animais; todos estão sob a sua proteção, quanto mais nós, seres humanos. Nós somos muito amados por nosso Pai e não possuímos a dimensão do seu amor, visto que é algo que supera toda medida que conhecemos. Como podemos retribuir tão grande amor com ingratidão? Deus merece tudo o que podemos dar.

Devíamos viver uma vida pautada no pensamento de como podemos agradar ao nosso Deus. Até mesmo quando fôssemos dar o primeiro passo do dia, deveríamos nos perguntar se isso iria agradar ao nosso Deus. Ele é um Pai muito amoroso; não podemos retribuir tamanho presente com rebeldia. Ele nos ama, e devemos amá-Lo também. Servi-Lo deve ser nossa obrigação; não poderíamos ter outra meta em nossa vida.

Tudo o que podemos oferecer a esse amor é algo pequeno, visto que não existe nada maior. Devemos nos esforçar ao máximo para sempre buscar agradá-Lo, pois os bens que nos foram concedidos são grandiosos demais. Mas alguns podem dizer: “Eu sofro demais.” Porém, devemos responder: você tem a vida, e isso já é algo infinitamente grande.

Comentário Diário | Para cada dia, bastam seus próprios problemas – Evangelho (Mt 6,24-34)

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Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com

A preocupação cotidiana é algo normal, visto que acordamos e já elaboramos o que devemos fazer neste dia que nasce, programamos todos os nossos atos, e isso é bom. Porém, quando começamos a trazer dores futuras, que ainda nem existem e nem sabemos se existirão, isso vai adoecendo nosso modo de viver e nos atrai diversos problemas.

Podemos pensar no futuro, mas somente quando isso nos traz bons sentimentos, quando dizemos que vamos conseguir, que tudo dará certo e que o futuro será melhor do que o presente que estamos vivendo. Mas, quando pensar no futuro nos traz apenas angústia, com um sentimento forte de que não iremos conseguir, isso somente nos atrai falta de ânimo para prosseguir.

Devemos sempre ter nossa mente voltada para bons pensamentos, visto que, quando imaginamos muitos fracassos, isso acaba se materializando, pois não conseguimos dar um passo à frente para a construção de um futuro melhor. Em suas orações, peçam a Deus que sempre lhes conceda bons pensamentos e que o sentimento de derrota seja afastado de suas vidas.

Comentário Diário | se a luz que existe em ti é escuridão – Evangelho (Mt 6,19-23)

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Foto por Osman Gu00f6k em Pexels.com

Há momentos em que achamos que estamos iluminados; porém, estamos passando por um terrível momento de escuridão. Quando a luz nos abandona e a treva nos encobre, todos os nossos pensamentos se tornam maus, e já não conseguimos cultivar a paz em nosso coração. Por isso, devemos sempre olhar para nossos passos e ver se eles estão condizentes com Deus.

Não é incomum aceitarmos algo como bom, quando, na verdade, não possui nada de bom. Somos suscetíveis a erros; sempre podemos errar, e nossos erros podem se tornar gigantescos quando não olhamos para trás, não os identificamos e não voltamos para consertá-los. Devemos sempre refletir sobre o que estamos fazendo e recomeçar, se for preciso.

Por essas razões, é necessário estarmos sempre em oração, visto que, quando rezamos, a luz do Céu nos invade e conseguimos extirpar todas as trevas. Nossos erros se mostram com clareza e, assim, conseguimos retirá-los de nossa vida e começar uma caminhada nova, com santidade e retidão, tudo iluminado pela graça celeste e pelas palavras de Deus.

Comentário Diário | Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras – Evangelho (Mt 6,7-15)

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Foto por BBSO em Pexels.com

As muitas palavras não têm sentido algum quando não vêm do coração. Podemos ter um discurso bastante eloquente, mas, se as palavras que dizemos não se refletem em nossas obras, são vãs e não possuem efeito algum. Primeiro, façamos as obras; depois, preguemos. Como tudo seria melhor se, antes de falarmos, colocássemos em prática aquilo que dizemos.

As obras são eternas; as palavras vazias são passageiras e podem criar uma situação perigosa, visto que aqueles que pregam e não praticam podem acreditar que estão no caminho certo, quando, porém, estão caindo em um poço muito fundo. Devemos sempre olhar para as nossas obras e ver se elas estão de acordo com aquilo que dizemos ser.

Tenhamos uma vida coerente, e isso basta. Não precisamos fazer coisas gigantescas; devemos fazer aquilo que está ao nosso alcance, mas de modo verdadeiro, em conformidade com o Evangelho. Quando fazemos aquilo que podemos, isso nos fortalece e torna o nosso testemunho verdadeiro e capaz de converter multidões.

Comentário Diário | E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa – Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

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Foto por Pragyan Bezbaruah em Pexels.com

Desejar holofotes é algo que pertence à natureza humana. Querer ser visto como alguém grande, como um campeão, pode ser entendido como algo próprio de uma lógica em que somente os fortes sobrevivem. Estar em destaque é um desejo de muitos. Porém, aquilo que fazemos sem sermos recompensados é algo que nos atrai grandes conquistas.

Quando esperamos que Deus nos dê a recompensa e nada esperamos de mais ninguém, isso nos faz fortes, capazes de conquistar grandes feitos, visto que estaremos desapegados de qualquer amarra que nos pressione a sempre ser os melhores e a conquistar os maiores lucros nesta terra. Quando esperamos somente de Deus, estamos livres para sermos vencedores.

Em nossas orações, devemos sempre pedir que não sejamos gananciosos, mas que saibamos esperar o simples. Mesmo que estejamos fazendo coisas grandes, não devemos desejar grandes prêmios; mesmo fazendo coisas fantásticas, não devemos desejar ser aplaudidos por todos. Sejamos sempre pessoas humildes e capazes de, com pouco, fazer muito.

Comentário Diário | Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! – Evangelho (Mt 5,43-48)

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Foto por Rodolfo Clix em Pexels.com

A raiva é um sentimento comum; por muitas vezes, enchemo-nos de ira e desejamos que coisas terríveis aconteçam. Criamos maus sentimentos até por pessoas que não estão presentes em nossa vida, mas que vemos apenas pelas redes sociais. Quantas vezes nosso peito já ardeu com sede de maldade! Porém, o que nos faz ser cristãos é desejar sempre o bem.

Desejar vitória e uma vida feliz para aqueles que estão ao nosso lado é algo muito simples; isso não nos torna heróis na fé. Mas o que nos distingue de todos os outros seres humanos é quando clamamos ao nosso Deus para que aquele inimigo nosso, que está sofrendo, tenha suas dores cessadas. Isso é o que nos faz grandes e prontos para sermos chamados filhos de Deus.

Em nossas orações, devemos sempre reservar uma parte para rezar por aqueles que temos como nossos inimigos, para que a mágoa seja extirpada do nosso coração e para que eles também possam prosperar na vida, e que a felicidade esteja à sua porta. Devemos sempre clamar por aqueles por quem nutrimos maus sentimentos, para que isso se converta em bem-querer.