Que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu (Jo 6, 39)

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Foto por Kindel Media em Pexels.com

Há momentos em que nossa vida parece caminhar pelo lado contrário. Tomamos decisões que não nos ajudam a ter uma vida melhor, buscando seguir pelo caminho que nos parece mais cômodo, e isso nos afasta de Deus. Porém, mesmo quando nos vemos distantes do nosso Pai, podemos voltar atrás e tomar a decisão certa. Nossas escolhas erradas nunca serão definitivas.

Deus é um Pai amoroso. Ele quer que estejamos ao lado d’Ele e não deseja que nos percamos. Devemos sempre pedir que Deus abra os nossos olhos e nos mostre se estamos caminhando pelo caminho certo. Nesta longa jornada, podemos ser enganados, podemos perder o rumo, podemos trilhar outra estrada e acreditar que estamos no caminho correto.

É importante estarmos sempre vigilantes e preparados para lidar com as grandes escolhas. Tomar uma decisão errada não nos torna menores, mas permanecer no erro pode nos tornar piores seres humanos. Em nossas orações, devemos sempre pedir para que façamos boas escolhas e para que possamos vencer.

É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu (Jo 6, 32)

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Foto por Imad Sebaa em Pexels.com

As multidões queriam que o Messias chegasse logo, a fim de que destruísse as forças do mundo que os oprimiam. Eles viam Nosso Senhor Jesus Cristo e acreditavam que era Ele, mas queriam que Ele estabelecesse imediatamente o reino que tanto esperavam. Porém, esse momento não chegava, e o incômodo já começava a surgir.

Ainda hoje, há muitos que desejam um Messias que venha destruir as forças da terra, que reinos opressores sejam derrubados. Mas a mensagem de Nosso Mestre é que pratiquemos o amor e vivamos em harmonia com nossos irmãos. Quanto a esses reinos, as obras humanas não duram para sempre; logo desaparecerão.

Nossa missão neste mundo é fazer o bem. Em tudo devemos refletir se nossos atos agradam a Deus; caso não agradem, devemos abandoná-los imediatamente, pois nada vale mais do que a salvação. Não espere grandes glórias nesta terra; espere que seu nome esteja escrito nos Céus, para que possa verdadeiramente reinar com o Cordeiro.

A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou (Jo 6, 29)

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Assim como as multidões sedentas de pão foram até Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele, com a sabedoria que vem do alto, deu um ensinamento que serviria para todas as gerações futuras, qual seja: esforcem-se pelo alimento que não passa, mas que serve para a vida eterna. Isso foi de grande valia para as pessoas daquela época e continua servindo para os dias atuais.

É incontável o número de pessoas que estão inteiramente entregues aos seus serviços humanos — não que isso seja ruim, mas, quando praticado em demasia, pode levar a alma humana ao caos. Deus nos chama também a dedicar nosso tempo às obras do Céu, pedindo que nos dediquemos à oração e ao amor ao nosso próximo.

Devemos doar um pouco do nosso tempo às obras que não passam, aos serviços pelos quais muitas vezes não receberemos recompensa humana, mas que já aqui, nesta terra, enriquecem nossa alma. Dedicar-se com intensidade ao trabalho é algo bom, mas quando ele faz com que as obras do Céu pareçam uma perda de tempo, torna-se algo prejudicial.

A ele, porém, ninguém o viu (Lc 24, 24)

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Foto por Alexander Mass em Pexels.com

Os discípulos, logo após a ressurreição, viveram algo que misturava alegria e dúvida. Eles ouviam dizer que o Mestre havia ressurgido dos mortos, mas nenhum deles O tinha visto ainda — apenas algumas mulheres. Era algo tão extraordinário que se tornava difícil acreditar. Como alguém poderia voltar à vida? Nunca antes se tinha ouvido falar disso, exceto no caso de Lázaro.

Talvez eles não acreditassem plenamente porque Lázaro havia voltado à vida graças ao poder de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por sua própria força. Era como se duvidassem de que Aquele que tinha poder para ressuscitar alguém não pudesse fazer ressurgir a Si mesmo. Muitas dúvidas permeavam a mente dos discípulos.

A realidade era tão grandiosa que os discípulos de Emaús estavam vendo e ouvindo o Mestre, mas não O reconheciam. Mesmo que Jesus estivesse em um corpo glorioso, Ele não deveria ser tão diferente daquele que fora quando viveu como Deus escondido na humildade humana. Os discípulos não O reconheciam porque aquela realidade transcendia a compreensão humana.

Soprava um vento forte (Jo 6, 18)

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Foto por Alexey Demidov em Pexels.com

A calmaria é algo que nos coloca em uma situação em que não conseguimos refletir se nossos passos estão certos; simplesmente deixamos o barco seguir do jeito que está. Os momentos de bonança não nos levam a pensar sobre nossa vida. Por isso Deus permite os fortes ventos: para que possamos refletir se o nosso modo de viver está correto.

Quando passamos por momentos de crise, tendemos a pensar onde estamos errando, quais de nossos atos estão incorretos, e então mudamos nossos rumos. Muitas vezes precisamos ser chacoalhados por ventos fortes para que possamos parar, olhar um pouco para trás, fazer um balanço de nossa vida e identificar onde estão os erros.

Aqueles que vivem apenas na calmaria nunca conseguirão olhar para suas próprias pegadas e perceber em que terra pisaram. Todos nós somos chamados a enfrentar momentos de mar revolto, a meditar qual seria a melhor saída para que nossa vida trilhe um caminho que nos conduza a Deus e não nos afaste do porto seguro cuja principal característica é a verdadeira felicidade.

Mas o que é isso para tanta gente? (Jo 6, 9)

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Foto por Ikhlas Al Fahim em Pexels.com

Quando os discípulos se viram diante do problema de alimentar tanta gente sem terem os recursos necessários, quiseram desanimar, pois a única saída parecia ser mandar o povo embora. Mas um deles aparece com uma pequena quantidade de pães e peixes. Era pouco, mas não para Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele manda trazer aquilo até Ele — e o milagre acontece.

Nós, muitas vezes, queremos fazer o bem, mas nos sentimos pequenos, como aqueles cinco pães e dois peixes. Olhamos para a multidão de pessoas dispostas a fazer o mal e vemos apenas nós, no meio dessa miríade, querendo fazer o bem. Porém, mesmo sendo pouco, somos o suficiente para transformar o que está ao nosso redor.

Quando estamos em oração, não nos sentimos em pequena quantidade, pois percebemos uma multidão de santos diante de nós, prontos para nos ajudar. Quando nos sentimos sozinhos, não há outra saída senão nos colocarmos em oração, pois essa união com Deus é capaz de nos tornar dispostos a ser um em um milhão — como se todos estivessem ao nosso lado.

Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna (Jo 3, 36)

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Foto por I am Alex em Pexels.com

Não podemos dizer que a crença em Jesus é algo fácil. Não existe a possibilidade de crer em Jesus sem praticar suas obras, sem lutar dia após dia para que se cumpram em nossa vida os seus santos mandamentos. Aquele que diz acreditar em Nosso Senhor Jesus Cristo, mas não vive seus ensinamentos, não passa de um farsante.

Quando conhecemos a doutrina da Igreja, somos impelidos a viver uma vida de santidade, a procurar discernir em que estamos errando e como podemos melhorar. Esta é a vida em Cristo: ela exige que mudemos nossos atos maus para que estejamos totalmente enraizados n’Ele, vivendo uma vida de paz e de crescimento espiritual.

Devemos fazer de tudo para seguir os mandamentos do nosso Mestre. Fácil não é, mas somos chamados a praticá-los — não porque alguém nos aprisiona ou nos obriga, mas porque nossa própria consciência, moldada pela graça, nos impulsiona a viver uma vida boa. Quem conhece a Cristo se vê comprometido a ser um bom discípulo, sempre disposto a mudar naquilo que for necessário.