Só cresce quem aceita seus erros

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       << João tinha dito a Herodes: Não te é permitido ter a mulher de teu irmão. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém. Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia. Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou-lhe: Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino. Ela saiu e perguntou à sua mãe: Que hei de pedir? E a mãe respondeu: A cabeça de João Batista. Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista. O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar. Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere, trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe. >> (Mc 6, 18-29).

       Um dos males mais graves que assola o coração do homem é não querer assumir sua culpa, isso faz que a humanidade não evolua. Como é triste ver um homem que não aceita seu erro. Quando isso acontece o coração somente endurece sem crescimento para vida.

       Herodíades deveria aceitar os ensinamentos de João e seguir retamente, mas a dureza de seu coração não permitiu que isso acontecesse. Tramou, tramou e conseguiu ter em suas mãos a cabeça de João Batista, um homem justo e integro que não merecia ter seu sangue derramada por um capricho de um governador fanfarrão.

       Caros irmãos, não segueis os exemplos desses perversos, mas sede cientes de suas culpas, pois somente isso fará que vós alcanceis o perdão de Deus, sendo que Ele somente te concederá o perdão e será misericordioso para contigo se tu assumires tuas culpas.

       É pelo reconhecimento da culpa que alcançamos a libertação de nossos pecados. Bem soubera Maria reconhecer até onde podia ir, mesmo não tendo mancha nenhuma sobre seu corpo, ela bem soubera o que era certo e o que era errado, por isso que não cometeu nenhum erro, pois sabia até onde podia andar. Se nós fossemos ao menos um pouco prudentes como nossa mãe celeste conseguiríamos alcançar grandes méritos diante de Deus.

       Peçamos a virgem Santíssima que consigamos alcançar a graça de aceitar a nossas culpa e podermos assim crescer diante de Deus.

Doce são os passos de Cristo

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       <<Deus disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tantos amas, Isaac; e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar”. >> (Gn 22, 2)

       Como é difícil se entregar totalmente a Deus. Tu bem sabes o meu amado Deus como eu me esforço para Ti amar, não são poucas as noites que me entrego a oração para amar-Te mais e mais.

       Os caminhos do senhor são, à primeira vista, muitos espinhosos, assusto os que veem de longe, mas quando começamos a percorrer passo a passo este caminho começa a se tornar agradável. Sempre muito suscetível de bênçãos. Só conseguiremos continuar a percorrer este caminho se não olharmos para trás, pois se olharmos veremos em quantos espinhos tivemos que pisar, veremos até nos pés ensanguentados, mas se continuarmos somente olhando para o Senhor tudo será mais agradável, o sofrimento será agradável.

       Difícil foi para Abraão percorrer este caminho, uma vez que Deus exigia dele coisas duras, mas ele mesmo com seu coração tremulo percorria assim mesmo esse caminho, visto que sabia que era algo bom para sua vida. Devemos fazer como esse grande homem, somente devemos percorrer o caminho, esquecendo tudo que está em nossa volva, devemos pôr nas mãos do Senhor todos os nossos sofrimentos, todas as noites que passamos em lagrimas, todas as angustias.

       Acreditem irmãos, a vida com Cristo é gloriosa, não hesitem em abandonar, por mais que seja de estima certa coisa que Deus te pede, tudo aquilo que é necessário para o seguimento de Cristo, e tua recompensa será infinita. Faça-o tudo que Ele te pedir.

       Bem soubera Maria abandonar tudo que lhe prejudicava seguir a Deus, não se sentiu a amarrada a nada que lhe distanciava da graça, tudo para Ele. Como é amável aos olhos de Nosso Deus a querida Maria, pois bem soubera caminhar.

       Que pela intercessão de nossa Mãe amável seja nossa vida totalmente entregue a graça de Deus.

A vida é uma escolha

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       <<O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar”>> (Gn 12, 1).

       A vida é constituída de diversa escolhas, pois em algum momento seremos colocados em uma situação onde teremos que nos desapegar, nos libertar, nos desprender de certa coisa para poder possuir outra. A vida dos santos é um grande exemplo de como a vida humana é sempre posta em uma situação de escolha. Qual fora o santo que não abandonou nada de sua vida antiga? Qual o santo que após entregar-se a Cristo permaneceu como antes? Se olharmos bem, nenhum. Assim é a vida humana, cheia de caminhos que devemos lançar a sorte sobre um.

       Mas não podemos acreditar que é fácil escolher um caminho a seguir. O primeiro patriarca quando ainda se chamava Abrão, foi chamado a escolher o que desejava para sua vida, se queria ser um homem de Deus com uma vida incerta ou se preferia continuar com sua vida pacata, como sabemos ele escolheu a primeira. Como na vida de todos, também foi difícil para Abrão na sua pequenez escolher pelos caminhos do Senhor, mas ele fez a escolha certa. Assim também serás tu meu doce irmão, põe tua confiança no senhor e tu escolherás o caminho certo.

       Deposita tua esperança no Senhor e Ele te mostrará a gloria da vida em seus braços, faz como a virgem santíssima que não hesitou em dizer ao anuncio do arcanjo Gabriel, onde disse: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

       Pela intercessão da virgem santíssima, a grande mãe de Deus, Maria amabilíssima, tuas decisões sempre te sairão bem para ti e para tua família. Será como uma corrente que se desprende de teu pescoço.

Nosso Auxílio Amigo

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       Quem chegar a dizer que a caminhada é fácil não fala com verdade, pois muito difícil é chegar até o final. Por isso que precisamos de auxílio, de um auxílio que conhece a caminhada, que já caminhou.
Todos nos dizem como devemos andar, não há uma mente que possa dizer que nunca ouviu: faça isso; não deve fazer desse jeito; assim fara melhor. Mas quem sabe como terminar a caminhada, há não ser aquele que a percorreu inteira.
Por esses argumentos digo: Não há melhor auxílio do que o Nosso Grande Amigo, quem seja, Nosso Senhor Jesus Cristo, juntamente com sua mãe. Tendo em vista que os dois também percorreram, e percorreram bem.
Por isso, doces amigos, nunca desistam de percorrer o vosso caminho, por mais espinhoso que chegue a ser, saibam: Nada se compara aos espinhos da coroa de Nosso Auxílio Amigo.
Sempre estejam com a mãe de nosso amigo, ela lhe dirá como conseguiremos conquistá-lo.

Jesus, o grande Cireneu de nossa caminhada

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       Não é pequena a nossa cruz. Seja quem for, deve carrega-la de bom grado, pois isso é o esperado para qualquer ser humano. Mas não são poucos os que desistem de carrega-la, dizendo-se cassados. Porém a um grande problema, ela, a nossa cruz, nunca nos abandona.

       Mas não desanimemos, há um grande homem que nos auxilia, se o invocarmos. É o Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele sempre está do nosso lado. Se o invocarmos Ele nos ajudará, pagará no outro lado e nos ajudará nesta caminhada.

       O peso de nossa cruz pode nos esmagar, caso um dia queiramos solta-la. Saibam, irmãos, por mais dura que seja a nossa cruz devemos sempre ter a consciência que devemos leva-la até fim, pois ela sempre estará conosco, é nossa vida. Mas, como acima dito, podemos contar com um Grande Cireneu, claro que Ele é mais forte e mais disposto, pois Ele não vem do campo deste mundo; Ele vem do campo do nosso coração, e está disposto a nos acompanhar até o fim – é Jesus, o nosso grande Cireneu nesta caminhada.

       Peçamos a Nossa Mãe Amada que nos auxilie nesta caminhada, para que nunca desistamos de pedir o auxílio do Nosso Grande Amigo.

Cantai um canto novo

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   Já se faz a amostra os cânticos que sairá da boca daquele moço que abri a sua boca para o cântico cantar! É, é assim! Não há nada a se esperar, tudo é a mesma coisa. Porém, um bom ouvido sempre desejará algo novo, e o desejará (o novo) incessantemente. O que fazer?

   Eis a nossa realidade, somos nós, nossos atos, esse cântico tão repedido e sem brilho. Somos tudo o que os nossos pais foram, o que os nossos avôs foram, o que os nossos bisavôs foram, somente isso um repetimento cansado e casado com a monotonia. Nada mais que isso somos.

   Alguns poderiam dizer que isto não se faz verdade à vista de que vivemos em um pujante crescimento tecnológico, porém, sem medo nenhum, vos digo: tudo de novo que fazemos é para tornar mais “belo” o que antes fizemos, é uma nova roupa, todavia, o corpo é o mesmo.

  Mais há um canto novo, há uma forma de abandonar o que desde do início fizemos, sendo este canto Cristo. É isso, em verdade só existe duas formas de se catar, à forma de Adão e à forma de Cristo.  À forma de Adão é cantada desde o início por muitos e por cause todos, canto velho, somente Cristo é um canto novo de que por poucas bocas fora cantado.

   Se quiseres o novo cante o Cristo em sua vida inteira sem cessar!!! Cantai à forma de Cristo.

De todas as criaturas tu és a mais digna, ó Maria!

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Eis algumas passagens dos Padres, que escolhi para provar o que acabo de dizer:

“Maria tem dois filhos, um Homem-Deus e o outro homem puro. Do primeiro é Mãe corporalmente e do segundo espiritualmente” (São Boaventura e Orígenes).

“Esta é a vontade de Deus, que quis recebêssemos tudo por Maria. Se, pois, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que nos vem d’Ela” (São Bernardo).

“Todos os dons, virtudes e graças do Espírito Santo são distribuídos pelas mãos de Maria, a quem Ela quer, quando, como e na medida que Ela quer” (São Bernardino).

“Porque eras indigno de receber as graças divinas, elas foram dadas a Maria, a fim de que recebas por Ela tudo o que venhas a possuir” (São Bernardo).

Deus – como diz São Bernardo – vendo que somos indignos de receber as graças diretamente das suas mãos, dá-as a Maria, a fim de que por Ela recebamos tudo o que Ele nos quis dar. E Deus encontra também a sua glória em receber, pelas mãos de Maria, o reconhecimento, o respeito e o amor que lhe devemos pelos Seus benefícios. É, pois, muito justo, que imitemos o procedimento de Deus, “para que a graça regresse ao seu Autor pelo mesmo canal por onde veio”, segundo o mesmo São Bernardo.

É precisamente o que fazemos por esta Devoção: oferecemos e consagramos tudo o que somos e tudo o que possuímos à Santíssima Virgem, para que Nosso Senhor receba por seu intermédio a glória e o reconhecimento que lhe devemos. Reconhecemo-nos indignos e incapazes de nos abeirarmos da sua Majestade infinita só por nós mesmos, e por isso servimo-nos da intercessão da Santíssima Virgem.

Além disso, trata-se aqui de um ato de profunda humildade, virtude que Deus ama acima de todas as outras. Uma alma que se eleva, rebaixa a Deus; uma alma que se humilha, eleva a Deus (Jo 3, 30). Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes (Tg 4, 6). Se nos humilharmos, julgando-nos indignos de comparecer perante Deus e de nos aproximar D’Ele, Deus desce, abaixa-se para vir a nós, para se comprazer em nós e nos elevar, apesar da nossa miséria. Mas, pelo contrário, quando alguém se aproxima ousadamente de Deus, sem querer medianeiros, Deus esquiva-se, e não podemos chegar até Ele. Oh! Como Ele ama a humildade de coração! É a tal humildade que leva a prática desta Devoção, pois ensina a nunca nos aproximarmos de Nosso Senhor por nós mesmos, por mais doce e misericordioso que Ele seja, mas a servir-nos sempre da intercessão de Maria, para comparecer diante de Deus, seja para lhe falar, seja para simplesmente estreitar a proximidade, seja para lhe oferecer alguma coisa, seja para unir-nos e consagrar-nos a Ele.