Bocas que se fazem de instrumento

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   Vatican Pope John Paul II

O que seria dos pássaros se não houvesse àquele que à frente vai dos demais? O que seria das pequeninas formigas sem àquela que às liderasse? O que seria do povo sem o seu líder? Como uma música sem rima.

   Diante de toda a história vemos que todos os grandes grupos bem organizados necessitaram de um líder. Não por haver necessidade daquele que vai à frente para que se instale a força e vontade de querer vencer dos demais, mas por haver a necessidade de se materializar a unidade dos sonhos daqueles que sonham juntos. A figura do líder é nada mais que um resumo da vontade de todos, ele não é maior que a vontade de vencer, ele não é maior que o povo, porém, é de grande importância a sua presença, visto que necessitamos daquela unidade que faz-se presente na voz de um só, sem isto não existiria uma certa unicidade entre os pensamentos dos que lutam juntos.

   Alegres somos, ó Deus, por nos ter dado grandes nomes que por muitos anos foram à nossa frente nos guiando nos mais longos caminhos. Joãos, Josés, Pedros, Antônios, Marias e Josefas, tu sempre nos destes para nos ensinar a ter mais força diante da fraqueza de nossa carne. Hoje. Nesses dias, por toda a nossa vida, vos agradeceremos pela presente que tu nos destes: São João Paulo II.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Viva a São Luís Maria Grignion de Montfort

Santa Mãe de Deus

Obrigado por nos ter apontado este santo caminho!

A inconstância dos que não amam

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5. Os devotos inconstantes

fases da lua101. Os devotos inconstantes são aqueles que praticam alguma devoção à Santíssima Virgem a intervalos e por capricho: ora são fervorosos, ora tíbios; ora parecem dispostos a fazer tudo para servir Nossa Senhora, ora, e pouco depois, já não parecem os mesmos. A princípio abraçarão todas as devoções à Santíssima Virgem, entrarão em suas confrarias, mas logo depois já não praticarão as regras com fidelidade. Mudam como a Lua (Eclo 27, 12), e Maria esmaga-os sob os Seus pés como ao crescente (Ap 12, 1), porque são volúveis e indignos de serem contados entre os servos desta Virgem Fiel. Estes têm a fidelidade e a constância por herança. Mais vale não se sobrecarregar com tantas orações e práticas de devoção, e fazer pouco com amor e fidelidade, a despeito do mundo, do demônio e da carne.

Não se pode escolher duas coisas de essência diversa

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4. Os devotos presunçosos

97. Os devotos presunçosos são pecadores entregues às suas más paixões, ou amigos do mundo. Sob o belo nome de cristãos e devotos da Santíssima Virgem escondem ou o orgulho, ou a avareza, ou a impureza, ou a embriaguez, ou a cólera, ou a blasfêmia, ou a maledicência, ou a injustiça etc. Dormem em paz nos seus maus hábitos, sem se esforçar muito para os corrigir, sob o pretexto de que são devotos de Nossa Senhora. Dizem para consigo mesmos que Deus lhes perdoará, que não hão de morrer sem confissão e não serão condenados porque rezam o Terço, porque jejuam aos sábados e pertencem à confraria do Santo Rosário ou do escapulário, ou às suas congregações, ou porque trazem o hábito ou a cadeia da Santíssima Virgem etc.

Se alguém lhes diz que a sua devoção não passa de ilusão do demônio e de perniciosa presunção capaz de os condenar, não querem acreditar. Dizem que Deus é bom e misericordioso, que não nos criou para a condenação, que todos pecam, que não morrerão impenitentes, que um bom “Pequei” (2 Sm 12, 13; Sl 50) à hora da morte será suficiente. E, para mais, são devotos de Nossa Senhora, usam o escapulário, rezam diariamente, sem falha e sem vaidade, sete Pai-Nossos e sete Ave-Marias em sua honra. E, às vezes, até rezam o Terço e o ofício da Santíssima Virgem, e até jejuam! Para confirmar o que dizem e para ainda mais se cegarem, citam algumas histórias que ouviram ou leram em algum livro, histórias verdadeiras ou falsas (isso pouco importa). Nestas se conta como pessoas mortas em pecado mortal sem confissão, foram ressuscitadas para se confessarem, porque durante a vida tinham recitado orações ou praticado alguns atos de devoção à Santíssima Virgem. Ou ainda como a alma ficou miraculosamente no corpo até a confissão, ou obteve de Deus contrição e perdão dos seus pecados no momento da morte pela misericórdia da Virgem, sendo assim salva. E estes falsos devotos esperam o mesmo.

98. Nada é tão prejudicial no Cristianismo como esta presunção diabólica. Pois poder-se-á dizer, com verdade, que se ama e honra a Santíssima Virgem, quando se fere, traspassa, crucifica e ultraja impiedosamente Jesus Cristo, seu Filho, com o pecado?! Se Maria se comprometesse a salvar, por misericórdia, esta espécie de pessoas, autorizaria o crime, ajudaria a crucificar e ofender seu Filho! Quem ousará sequer pensar coisa semelhante?!

99. A Devoção à Santíssima Virgem é, depois da Devoção a Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, a mais santa e a mais sólida. Por isso afirmo: abusar assim dela é cometer um horrível sacrilégio que, depois do sacrilégio da Comunhão indigna, é o menos perdoável de todos. Concordo que, para ser verdadeiro devoto da Santíssima Virgem, não é absolutamente necessário ser tão santo que se evite todo pecado, embora isso fosse de desejar, mas, pelo menos, é preciso (e notese bem o que vou dizer):

1º. Ter uma sincera resolução de evitar, ao menos, todo pecado mortal, que ultraja tanto a Mãe como o Filho.

2º. Fazer violência contra si mesmo para evitar o pecado.

3º. Entrar em confrarias, rezar o Terço, o Santo Rosário ou outras orações, jejuar aos sábados etc.

100. Isto é duma utilidade maravilhosa para a conversão dum pecador, mesmo endurecido. Se o meu leitor está nesse caso, aconselho-o a que o faça, ainda mesmo que já tenha um pé no abismo. Faça estas boas obras unicamente com o fim de obter de Deus, por intercessão da Santíssima Virgem, a graça da contrição e do perdão dos seus pecados, e a graça de vencer os seus maus hábitos. Não as faça, porém, pensando que poder-se-á demorar tranqüilamente no estado de pecado, indo contra o remorso da sua consciência,o exemplo de Jesus Cristo e dos santos, e as máximas do Santo Evangelho.

A fé sem profundidade: o grande perigo

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3. Os devotos exteriores

 falar96. Os devotos exteriores são pessoas que fazem consistir toda a Devoção à Santíssima Virgem em práticas externas. Ficam apenas na exterioridade desta Devoção, por lhes faltar espírito interior. Rezarão muitos terços às pressas; ouvirão muitas Missas sem atenção; irão sem devoção às procissões; entrarão em todas as confrarias de Nossa Senhora sem mudar de vida, sem fazer violência às suas paixões, nem imitar as virtudes desta Virgem Perfeitíssima. Só apreciam o que há de sensível na Devoção, sem atender ao que tem de sólido. Não experimentam prazer sensível nas suas práticas, julgam que já não fazem nada, desorientam-se, abandonam tudo, ou fazem as coisas precipitadamente. O mundo está cheio desta espécie de devotos exteriores, e não há ninguém como eles para criticar as almas de oração. Estas aplicam-se ao interior, por ser o essencial, sem todavia desprezar a modéstia exterior que acompanha sempre a Verdadeira Devoção.

É a festa das luzes, aleluia!

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   Novos raios são vistos de um novo horizonte que nos mostram a entrada da nova terra. Felizes as crianças rapidamentepescoa das luzes seguem esta nova luz que nos amostra uma nova terra. O medo ainda permanece vivo em muitos corações, pois não sabem donde vem e nem porque veio tal luz. Respostas não encontramos com o coração trêmulo, sendo assim só descobriremos este novo se nos entregarmos a ele, porquanto simples perguntas sem respostas não nos esclarecerá o que é isto.

   Mas, não nos preocupemos com o medo, este deve ser derrotado para que esta vitória nos conduza a um novo mundo e nos faça, também, novos amigos do infinito.

   Antes não havia luzes, pelo menos visíveis, tudo era escuridão a paz era uma mera ilusão que só se alcançava através de crenças enganosas, como era sem brilho a nossa vida. Porém, a verdade quis morrer diante dos nossos olhos para que possamos ver o que estava acontecendo em nosso coração, sim, a cada dia e dia essa morria em nossos corações nós a matávamos a cada minuto fugindo dela e fazendo dela algo inexistente. Fez-se morrer para reexistir no peito de cada vivente.

   Pelo sua santa Mãe pedimos: Vinde sobre o nosso coração, inunda-nos com o teu brilho para que as trevas das desilusões vividas sejam todas dissipadas e possamos viver o novo de tua verdade. Se tu não estiverdes conosco vida não teremos, à vista que, sabemos que somente há vida onde a presença da verdade é viva, somente assim a vida haverá, somente assim viver queremos.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

A alegria do sofrimento

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   Já se passa o dia da decisão e a resposta foi a esperada, o sim que múltipla que faz o velho ser novo veio. Nada mais há de escondido, pois, todos os nossos sentimentos próprios da nossa natureza exauriram vindo à tona toda a nossa paz escondida em nosso peito e este forte grito fez renovar o seco campo que havia em nossa alma, fê-lo ficar em verdes pastagens. Este é o efeito de tomar uma decisão, cindimos com o nada e abracemos o sim.

   Mais do que a espera do sim agora eclode a vontade de se aproximar da consumação. Parece ser palavras desconexas e mais desconexas são as nossas ideias, para os mundanos, de construir um mundo de vitórias, o mundo da vitória. Nesta caminha para o encontro da gloria a consumação virá na sexta-feira da nossa libertação onde alcançaremos o sonho de se aproximar de Deus. No escorrer da santa água de nossa libertação a natureza canta bem alegre de alegria, sendo que todos os olhos veem os céus se aproximarem da criação depravada que outrora estava distante, por sua própria culpa, e agora se aproxima, pelo amor de Deus.

   Ao chegar esse dia nosso peito expande-se de alegria feliz, como é de se acreditar: A felicidade no momento de maior dor? Como não haveria tal sentimento. Vencemos, vencemos, vencemos! A cruz é o que nos liberta, foi o que nos libertou, vencemos, sim, vencemos a nossa carne que era o nosso cativeiro que no prendia ao pecado. Libertos estamos, como não poderíamos estar alegres.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS