Feliz daquele que estende sua mão ao um irmãos caído

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Salve Maria!

Vamos Jovens!

   Vinde sobre nós, traz-nos o teu amor, ó Deus Bondoso, tu que tudo perdoas, perdoas este pobre servo que pouco faz pelo seu irmão.

   Doces irmãos, amai, eis o grande mandamento, se esse obedecermos obedeceremos todos os outros, esse é o único mandamento, todos os outros mandamentos emanam deste. O Deus do amor foi quem nos criou, somos em tudo amor, amar é viver a nossa essência, é ser imagem e semelhança de Deus.

   Caríssimos, como é fácil ver o nosso irmãos ser condenado, mais fácil ainda éestender a mao condená-lo, como triste é a nossa realidade onde ninguém socorre o injustiçado, como é triste. Não faltam pedras para ferir a cabeça de uma pobre criatura, de um pobre filho de Deus que por um erro, erro esse cometido por sua cegueira, foi arrancado do seio de sua família, como somos tenaz ao condenar os nosso irmãos, condenamos como se não tivéssemos erros piores, como somos mentirosos. Irmãos, estenda a tua mão àquele que mais precisa, não seja como todos, não o apedreje, no o lance a mão do seu inimigo, o guarde, o esconda dos perversos e o aconselhe, reconduza-o as mãos de Deus. Bendito é aquele que auxilia seu irmãos no momento mais difícil.

   Ó Senhora, conduze-nos até o amor de Deus, estamos sedentos desta água, estamos debilitados, nossos corpo se encontra ressecado, não, não, não necessitamos de uma água comum, mais da água que jorra do lado de Cristo, queremos a salvação do amor, queremos a pureza do olhar que somente o teu filho nos pode dar. Queremos mergulhar nesta água, e nela teremos mais força para poder amor, estremos inundados no amor, seremos fortes para defender os que não tem força. Com o teu terço nas mãos, ó Santíssima Virgem, caminhamos em direção da salvação.

Ficai em paz!

Ficai com Maria!

Os cegos buscam o nada na certeza que é muito

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Salve Maria!

Vamos Jovens!

   Vinde sobre nós, enche-nos com o teu poder, ó Santo Espirito, para que possamos proclamar as vossas maravilhas.

   Doces irmãos, o contentamento de uma vida de graças não se encontra em possuir grandes fortunas, pelo conceito posto por essa geração, não está aí os nossos sonhos de vitória. O calar-se para nós já é felicidade, o saber escutar é o nosso alimento de todos os dias, o saber procurar no pouco é o crescer para o muito. Buscai somente na verdade o caminho da a verdadeira riqueza.

   Caríssimos, como povo sacerdotal que somos nãos podemos nos apegar a sonhos indesejáveis, fomos escolhidos para possuir algo maior, não podemos nos apegar a pequenas coisas, como desejar riquezas mundanas, é claro que cada um deve lutar e pedir a Deus para que nunca falte o pão diário, porém isso não nos permite sonhar com as riquezas dos perversos, não somos como eles, também não devemos agir como eles. Os perversos se perdem em seus gananciosos desejos. Devemos buscar nossa firmeza nos nossos sonhos de pobreza.

   Ó Mãe querida, tu que vivestes uma vida simples, que não tivestes riquezas terrenas, mas que possuis toda a sorte de riquezas celestes, ensina-nos a ser como vós: desapegados das riquezas deste munda e sonhadores das riquezas imperecíveis. Sabemos que os bens deste mundo são somente quimeras, que não nos levaram a nada. Conduzi-nos, ó Mãe, pelos sonhos mais prósperos, o sonho de ver a Deus.

Ficai em paz!

Ficai com Maria!

Como peixes Deus retira seus filhos do mar do pecada

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   untitled   Nos mares do mundo, era grandiosa a quantidade de peixes que lá havia, porém isto não era bom, pois as trevas a tomava e os seus peixes sufocados com esta sujeira iam nadando como se não nadassem, eles não saiam do lugar, como que nadavam em círculos, era triste a suas vidas, não havia luz, somente trevas, o azul era bem escuro, os que viam diziam que era a plena escuridão. Mas, eis que em um belo dia surgiu-se na infinidade do horizonte uma bela barca, que trazia no seu bojo a paz dos novos dias, no seu timão estava um belo homem, ou era um Deus, era um Homem-Deus, era homem, era Deus, enfim, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Nesta barca também tinha muitos homens e Mulheres, bem corajosos, que reverentemente seguiam as orientação daquele que estava no timão desta barca, é esplendorosa a sua beleza.

   Dia após dia, ia-se diminuindo a quantidade de peixes que havia neste tenebroso mar, os peixes estavam sendo retirados deste mar pelos fiéis servos do Mestre da barca, este os orientava a como bem tirá-los – os peixes –  para que eles não fugissem por temerem esta novel beleza, que sempre esteve na vida deles. Eu vi, também havia uma bela Senhora, ele auxiliava tanto os que estavam na barca, como também conduzia para perto os peixes que estavam distantes, os que estavam fora do centro, era tão grande a sua piedade, que todos a louvava, e ela adorava, como ninguém, o Mestre da barca e este a amava ternamente. Em pouco tempo todos os peixes foram retirados, é certo que houve aqueles que se recusaram, por não entender, a serem pegos pelas redes da santidade.

Deus, amá-lo é adorá-lo, adorá-lo é amá-lo.

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Salve Maria!

Vamos Jovens!

Vinde sobre nós, ó Divina Luz. Luz, assim te chamamos, reconhecemos em ti a luz, à luz do teu conhecimento, conhecemos que nos revela que tu és o conhecimento, mas, será que haverá aquele que conhecendo-te aplicará o conhecimento pleno a outra meio; será que o buscará – o conhecimento – em outra via a não ser vós, deveras, este não te conhece, é um mentiroso, pois o conhecimento é vós, somente vós, enche-nos com o teu conhecimento, com a sabedoria.

Doces irmãos, olhai para as criaturas, incluindo vós, e adorai o vosso Deus, o adorai não nas criaturas, mas por tê-las criado, por ser grandioso, o adorai, o adorai nele mesmo, somente por ele ser ele, por ser aquele que é. Sem ele nada pode ser, se torna uma ilusão, se torna o nada, mergulha-se no nada. Como rejubila nossa alma quando prostrados estamos à porta da felicidade, quando prostrados estamos às portas do templo, e debruçados em lagrimas confessamos os nossos crimes. Alegres somos, ó Grandiosos Bem, quando estamos a te adorar.

Caríssimos, como já nos disse o Santo Espirito, na boca dos vossos servos, poder estender a maover é ter o conhecimento, e tendo este, conheceremos a Deus, sem dúvidas, conhecendo-o o adoraremos, Somente a ele adoraremos, ele é o sol da manhã, sol do eterno dia, que por todo o sempre iluminou a nossa alma, e felizes cantamos os seus louvores. O adoramos quando: o obedecemos; quando fielmente seguimos os seus passos; quando nos entregamos ao amor. Eis quando o adoramos.  Estender a mão ao irmãos que se encontra caído é adorá-lo, pois demonstramos que amamos, demonstramos que temos no nosso coração o amor. O adorai, o adorai, o adorai.

Doce Mãe, como é bom falar contigo, sempre contigo quero falar, pedir-te conselhos, perguntar-te como bem posso amar. Bem saberá amar aquele que souber amar-vos, pois amar-te é cumprir a vontade de Deus, é obedecê-lo, cumprindo sua exortação, quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro, sim, semelhantíssimo, e verdadeiramente ajuntamos o amor de Deus e, em grande quantidade, o amor de nossa Mãe, tu és a nossa Mãe, ó Maria. Mãe ensina-me a amar o teu filho como tu o amastes

Ficai em paz!

Ficai com Maria!

A Luz nos revela que tu, ó Maria, nos revela a luz

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62. Se, pois, nós estabelecermos a sólida Devoção da Santíssima Virgem, não será senão para mais perfeitamente estabelecer a de Jesus Cristo, e para dar às almas um meio fácil e seguro de encontrar Jesus Cristo. Se a Devoção à Santíssima Virgem afastasse de Jesus Cristo, deveríamos repeli-la como uma ilusão do demônio. Mas muito pelo contrário, como já o fiz ver e voltarei a mostrar mais adiante, esta Devoção é-nos indispensável para encontrar perfeitamente Jesus Cristo, para o amar ternamente e servir com fidelidade.

63. Aqui volto-me um momento para Vós, ó meu amável Jesus, para queixar-me amorosamente à Vossa Divina Majestade, de que a maior parte dos cristãos, mesmo os mais instruídos, não saiba a ligação necessária entre Vós e Vossa Santa Mãe. Vós estais sempre com Maria, Senhor, e Ela está sempre convosco, nem pode estar sem Vós, pois deixaria de ser o que é. Maria está de tal modo transformada em Vós pela graça que já não vive, já nem existe: só Vós, meu Jesus, é que viveis e reinais n’Ela, mais perfeitamente que em todos os anjos e bem-aventurados. Ah! Se os homens conhecessem a glória e o amor que recebeis desta admirável criatura, teriam sobre Vós e sobre Ela sentimentos muito diferentes dos que têm. Ela Vos está tão intimamente unida que seria mais fácil separar a luz do Sol ou o calor do fogo. Digo ainda mais: seria mais fácil separar de Vós todos os anjos e santos, do que Maria Santíssima. Ela Vos ama, pois, mais ardentemente e Vos glorifica mais perfeitamente que todas as outras criaturas juntas.

64. Depois disto, meu amável Mestre, não é coisa espantosa e lamentável ver aDoce Maria ignorância e as trevas de todos os homens deste mundo a respeito da Vossa Santa Mãe? Não falo tanto dos idólatras e pagãos que não Vos conhecem e, por isso, não se preocupam em conhecê-la. Nem falo sequer dos heréticos e cismáticos, que não cuidam de ser devotos da Vossa Santa Mãe, já que estão separados de Vós e de Vossa Igreja. Falo dos cristãos católicos, e mesmo dos doutores entre os católicos, que não Vos conhecem nem à Vossa Santa Mãe, senão duma maneira especulativa, seca, estéril e indiferente, embora façam profissão de ensinar a verdade aos outros. Estes senhores só raramente falam da Vossa Mãe e da devoção que se lhe deve ter, porque dizem temer que se abuse dela e que se faça a Vós injúria, honrando demasiadamente Vossa Santa Mãe. Um devoto da Santíssima Virgem fala da Devoção a esta boa Mãe duma forma terna, forte e persuasiva, como dum meio seguro e sem ilusão, dum caminho curto e sem perigo, duma via imaculada e sem imperfeição e dum maravilhoso segredo para Vos encontrar e amar perfeitamente. Mas, se esses senhores vêem ou ouvem alguém muitas vezes falar assim, levantam-se contra ele e apresentam mil falsas razões para lhe provar que não se deve falar tanto da Santíssima Virgem, que há grandes abusos nessa Devoção, que é preciso empenhar-se em destruí-los e em falar mais de Vós, de preferência, a levar os povos à Devoção a Maria, a quem já amam bastante.

Por vezes falam da Devoção à Vossa Santa Mãe, ó Jesus, não para a estabelecer e propagar, mas para destruir os abusos que dela se fazem. Estes senhores não têm piedade nem Devoção terna para convosco, por não terem nenhuma a Maria. Consideram o Rosário, o escapulário, o Terço, como devoções de efeminados, próprias para ignorantes, e sem as quais nos podemos salvar. E se lhes cai em mãos algum devoto da Santíssima Virgem, que reze o Terço ou se entregue a qualquer outra prática de devoção para com Ela, depressa lhe mudarão o coração e o pensar. Aconselham que se reze, em lugar do Terço, os sete salmos. Em lugar da Devoção a Nossa Senhora, recomendar-lhe-ão a Devoção a Jesus Cristo.

Ó meu amável Jesus, terão estas pessoas o Vosso espírito? Dão-Vos gosto procedendo deste modo? Agradar-Vos-á quem não empregue todos os esforços para agradar à Vossa Mãe, com receio de Vos desagradar? Por acaso, a Devoção à Vossa Santa Mãe impedirá a Vossa? Atribui-se Ela a si mesma a honra que lhe prestam? Forma Ela um partido à parte? É Ela uma estrangeira sem ligação alguma convosco? Desagradar-Vos-á quem procure agradar-lhe a Ela? Separa-se ou afasta-se do Vosso Amor quem a Ela se dá e a ama?

Jesus Cristo é o Fim Último da Devoção à Virgem Maria

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CAPÍTULO SEGUNDO

VERDADES FUNDAMENTAIS DA DEVOÇÃO À VIRGEM MARIA

60. Até aqui dissemos alguma coisa sobre a necessidade que temos da Devoção à Santíssima Virgem. Faz-se necessário dizer agora em que consiste esta mesma Devoção. É o que farei, com a ajuda de Deus, depois de propor algumas verdades fundamentais, donde se deduzirá a grande e sólida Devoção quequero descobrir.

Artigo Primeiro. Jesus Cristo é o Fim Último da Devoção à Virgem Maria

61. Primeira Verdade. Jesus Cristo, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, deve ser o fim último de todas as devoções, de outro modo seriam falsas e enganadoras. Jesus é o alfa e o ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Nós não trabalhamos – como diz o Apóstolo – senão para tornar cada homem perfeito em Jesus Cristo. Porque só n’Ele habita toda a plenitude da Divindade, e todas as outras plenitudes de graça, virtude e perfeição, e só n’Ele fomos abençoados com toda a bênção espiritual. Ele é o nosso único Mestre que nos deve ensinar, o único Senhor de quem devemos depender, o único Chefe a quem nos devemos unir, o único Modelo ao qual nos devemos assemelhar, o único Médico que nos há de curar, o único Pastor que nos deve alimentar, o Caminho único que nos deve conduzir, a única Verdade em que devemos crer, a única Vida que nos deve animar, o único Tudo, que nos deve bastar em todas as coisas. Não nos foi dado, debaixo do Céu, outro Nome pelo qual devamos ser salvos, senão o Nome de Jesus.

Deus não constituiu outro fundamento da nossa salvação, perfeição e glória senão Jesus Cristo. Todo edifício que não estiver erguido sobre esta pedra firme está construído sobre areia movediça e, mais cedo ou mais tarde, acabará, infalivelmente, por cair.

Todo fiel que não estiver unido a Jesus, como o sarmento à cepa da vinha, cairá, secará, e só servirá para ser lançado ao fogo. Fora de Jesus Cristo tudo é extravio, mentira, iniqüidade, inutilidade, morte e condenação.

Mas, se estamos em Jesus Cristo e Jesus Cristo em nós, não há condenação a temer. Porque assim nem os anjos do Céu, nem os homens da Terra, nem os demônios do inferno, nem qualquer outra criatura nos pode prejudicar, pois não

nos poderá separar da caridade de Deus, que está em Jesus Cristo (Rm 8, 39). Por Jesus Cristo, com Jesus Cristo, em Jesus Cristo podemos tudo: dar toda honra e glória ao Pai, na unidade do Espírito Santo, tornar-nos perfeitos e ser, para o nosso próximo, um bom odor de vida eterna.

II. Os Apóstolos dos Últimos Tempos

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55. Enfim, Deus quer que sua Mãe seja hoje mais conhecida, mais amada e mais honrada do que nunca. Isso acontecerá, sem dúvida, se os predestinados entrarem, com a graça e a luz do Espírito Santo, na prática interior e perfeita que seguidamente lhes descobrirei. Verão então, com tanta claridade quanto a fé lhes permitir, a formosa estrela do mar, e, se obedecerem às suas diretivas, chegarão a bom porto apesar das tempestades e dos piratas. Conhecerão as grandezas desta soberana e devotar-se-ão inteiramente ao seu serviço, como Seus súditos e Seus escravos de amor. Experimentarão as suas doçuras e bondades maternais, e amar-lhe-ão ternamente, como Seus filhos muito queridos. Conhecerão as misericórdias de que Ela é cheia, e sentirão a necessidade que têm do seu socorro. Recorrerão sempre a Ela, em todas as coisas, como sua querida advogada e medianeira junto de Jesus Cristo. Compreenderão que Ela é o meio mais fácil, mais curto, mais perfeito para irem a Jesus, e a Ela se entregarão de corpo e alma, sem reservas, para do mesmo modo pertencerem a Jesus Cristo.

56. Mas quem serão esses servos, escravos e filhos de Maria?

Serão “ministros do Senhor” (Hb 1, 7; Sl 103, 4) que, qual fogo crepitante, levarão a toda parte as chamas do Amor Divino.

Serão “setas na mão do Poderoso” (Sl 126, 4), flechas agudas nas mãos poderosas de Maria para trespassarem os seus inimigos.

Serão “filhos de Levi” (Ml 3, 3), bem purificados no fogo das grandes tribulações, bem apegados a Deus, que trarão o Ouro do Amor em seus corações, o incenso da oração no espírito, e a mirra da mortificação no corpo.

Serão por toda parte o “bom odor de Jesus Cristo”: odor de vida para os pobres, os pequenos e os humildes; odor de morte para os grandes, os ricos e orgulhosos mundanos (2Cor 2, 15-16).

57. Serão “nuvens tonitruantes” ( Mc 3, 17; Sl 103, 7), que voarão pelos ares ao menor sopro do Espírito Santo. E, sem se apegarem a coisa alguma, nem se admirarem ou inquietarem, espalharão a chuva da Palavra de Deus e da Vida Eterna. Bradarão contra o pecado, clamarão contra o mundo, fulminarão o demônio e seus adeptos. Atravessarão de lado a lado, para a vida ou para a morte, com a espada de dois gumes da Palavra de Deus (Ef 6, 17; Hb 4, 12), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo.

58. Serão verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, a quem o Senhor das virtudes dará a palavra e a força para operar maravilhas e arrebatar gloriosos despojos ao inimigo. Dormirão sem ouro nem prata e, o que é mais, sem cuidados, no meio dos outros sacerdotes eclesiásticos e clérigos (Sl 67, 14). Terão, no entanto, as asas prateadas da pomba, para irem, com a reta intenção da glória de Deus e da salvação das almas, aonde o Espírito Santo os chamar. Deixarão após si, nos lugares onde tiverem pregado, o ouro da caridade, que é o cumprimento de toda a Lei (Rm 13, 10).

59. Sabemos, enfim, que serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade. Ensinarão o estreito caminho de Deus na pura verdade, segundo o Santo Evangelho e não segundo as máximas do mundo, sem se colocar em inquietação nem fazer acepção de pessoas, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja.

Terão nos lábios a espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus; trarão aos ombros o estandarte sangrento da Cruz, o crucifixo na mão direita, o Rosário na esquerda, os sagrados nomes de Jesus e Maria no coração, e a modéstia e mortificação de Jesus Cristo em toda a sua conduta.

Eis os grandes homens que hão de vir, mas que Maria suscitará por ordem do Altíssimo, para estender o seu Império sobre o dos ímpios, idólatras e maometanos. Quando e como acontecerá isto?… Só Deus o sabe. Quanto a nós, apenas nos compete calar, rezar, suspirar e esperar: “Esperei ansiosamente o Senhor” (Sl 39, 2).