Quando Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz que sempre teremos pobres em nosso meio, isso não nos autoriza a desprezá‑los nem a recolher as mãos que estavam quase se estendendo para oferecer algo. Devemos acolher esse ensinamento como um grito que nos alerta de que a indiferença humana sempre será uma realidade — e que ela também pode querer roubar nossa alma.
Saber que sempre haverá pobres deve ser um chamado para que estejamos dispostos a sair do nosso comodismo e nos colocar em ação, lutando para que ao menos uma pessoa, em um único dia de sua vida, possa estar livre de desejar migalhas ou de esperar que os cães lambam suas feridas.
“Pobres sempre teremos.” Isso é um clamor que vem dos Céus e que nos exige uma atitude de coragem: levantar‑nos e nos colocar a serviço, para que ao menos uma refeição chegue à mesa de alguém que sofre. Não feche o seu coração como em Meribá, mas mantenha‑o aberto, como o do Crucificado, para acolher aquele que padece.
