
As multidões refletem aquilo que um povo sente. Quando estamos diante de uma multidão de pessoas que têm uma nacionalidade comum, vemos como o país se comporta, como aquele povo pensa e quais são seus desejos para a posteridade. Quando Cristo estava diante das multidões que O seguiam, via que era um povo aflito, que, mais do que um Messias, pedia alguém que pudesse trazer alívio.
As multidões do início da era cristã não pediam um chefe político, visto que suas dores iam muito além da opressão do Império Romano: eram dores interiores, de pessoas constantemente atormentadas por espíritos que as faziam sentir-se as menores de todas. Um chefe político nunca curaria as dores da alma; apenas evitaria impostos e colocaria riqueza nas classes que já oprimiam.
Talvez seja por isso que a mensagem de Cristo obteve tanto sucesso, a ponto de ainda hoje o cristianismo ser a maior religião do globo terrestre. Se Cristo fosse apenas o político que os grandes esperavam, somente traria a vitória do Reino Judeu, mas não acalentaria a alma, visto que os pobres saberiam que continuariam vivendo uma vida de opressão.