Neste sábado estaremos meditando sobre a profetisa Ana, mulher já idosa e viúva, contando com 84 anos de idade. Ela buscou viver sua velhice de outro modo. Poderia ter se aprisionado no fracasso, pois era viúva, como todo sabemos, naquele tempo as viúvas eram postas às margens, pois era vista como desvalidas. Porém ela quis proclamar: “O céu se rejubile e exulte a terra!” (Sl 95).
Ela não somente contemplou o menino Jesus, mas também se pôs a trabalho, visto que assim diz a escritura, “e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém” (Lc 2, 37). Atitude heroica, pois não é fácil proclamar a vinda de um rei pobre, uma vez que todos esperavam um rei ostensivo, porém, este era uma criança.
Devemos tomar como exemplo a profetisa Ana, que, mesmo a diversas dificuldades que rondavam sua vida, quis pôr-se a serviço de Deus. Não devemos ver como empecilho o fato dele dedicar-se totalmente a Deus e que “não saía do Templo” (Lc 2, 37), pois todos nós podemos fazer. Como? Não nos permitindo sair do templo, não o templo físico, mas o templo espiritual. Devemos deixar que nosso alma sempre esteja no templo de Deus, assim, poderemos glorificar ao nosso Deus como a profetisa Ana glorificou.
Nosso coração deve ser o templo de Deus, onde os anjos cantarão louvores ao Altíssimo.

Em verdade, quando estamos com um espirito muito agitada as palavras realmente cansam, pois nos pede uma certa atenção que nem sempre estamos dispostos a ceder. Um espirito agitado não nos leva a nada, por pior, fazem nos afundar em tempestades. Quando abandonamos por total as palavras que podem nos ajudar, que sempre são carregadas por longos discursos, estaremos a nos jogar em um precipício de perdição, onde dedicaremos um tempo grandiosos em aprender coisas que não nos farão feliz.