Qual o porquê de tanta dor?

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Por quê a dor insiste em bater a nossa porta? Grande pergunta que afligem os corações mais sofredores, não sofrem por passar por terríveis doenças físicas, mas por uma terrível doença espiritual. Os homens não compreendem o motivo de tanto sofrimento tantas pessoas que mesmo tendo tudo e todos à sua volta assim mesmo derramam lagrimas imotivadas. Não nos sacia a água da por este mundo.

Fomos libertos, disto todos sabemos, como consequência podemos escolher aquilo que queremos viver. Não estamos presos as correntes que nos obrigava a viver uma vida que não era vida, que nos obrigava a viver a pura desolação. Mas, mesmo ainda estamos cegos e nossa cegueira nos impele a cair no primeiro buraco.

A dor é escolha nossa, pois decidimos estar no pleno sofrimento, porém muitos podem dizer: não temos forças. Isto é verdade a nossa fraqueza, a nossa cegueira, a nossa falta de perseverança nos impõe isso. Mas uma forma bem eficaz de suportar todas as nossas más inclinações, sendo esta, clamar ao Senhor da força a dar-nos força. Não é a dor que bate a nossa porta, somos nós que batemos em sua porta. Peça força para que vós sempre estejais apitos a dizer não a dor.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Qual vida vale apena ser vivida?

   Frase encontrada em uma camisa que por aí vaga evangelizando, é claro que quem está a evangelizar é aquele que idealizou a frase não a camisa em si própria. Enfim, frase que nos leva a uma dura reflexão, pois devemos nos esforçar bastante para poder alcançar pleno entendimento de tal coisa. Ao buscarmos entender duas indagações surgem: Há várias formas de vida? Temos total liberdade para escolher, o meio em que vivemos não nos impele a escolher um certo lado?

   A primeira indagação: seria sensato falarmos em diversas formas de vida? Claro que não, o é vida, o é morte, somente há essas duas escolhas como Deus nos mostras em suas palavras. Mas, sendo assim, aquele que escreva não estava a falar com pessoas que já escolherão a vida, haja vista que quem já escolheu pela vida sabe que a morte é o inverso da vida, como óbvio, porém, aquele que não conhecem a vida a despreza, julgando a morte como vida. Com isso ele os indaga: Qual a melhor vida a ser vivida. O fato de viver algo que não existe os encurrala neste momento, suas palavras não são coerentes ao tentar dizer que a morte é a melhor forma de viver, pois não o é. Com isso, a vida, eis que se revela, diante do seus olhos, não há outra forma melhor de ser viver a não ser vivendo a vida.

   Segunda indagação: só há plenitude quando escolhemos o pleno, se se trata de algo findo não há plenitude, simples assim. Quem escolhe a vida estará a ter plena liberdade de escolher, sendo que, fugiu das correntes da resposta que a nossa própria condição de fraqueza nos obriga a responder.

   Com a vida lindo raios de luz surgem nos belos bosques da nossa vida, com a doçura do caminho pelo qual a nossa mãe nos conduz em verdadeira verdade da felicidade de viver o que há vida, linda vida que vive sem conhecer a morte em instância nenhuma. Na alegria de ser todo entregue em total liberdade sorrimos e buscamos como crianças o colo do nosso pai, felizes ao seu redor cantamos como se não tivéssemos a música como simples forma de diversão, mas como se a música fosse a nossa voz a dizer que somos como seres que são.

Querer ser para ser

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   Eis que uma voz surge dum lugar não conhecido, sua voz ecoa, ecoa, ecoa, alcançando o fundo do fundo do poço de minha existência. Poderoso é o seu timbre, não há outro igual. Como terrível é.

   Donde ele vêm? Para onde ele vai? Quem poderá responder a não ser este que isso produz, quem o conhecerá saberá dizer/responder o que o meu eu desconhecido pergunta.

   Como é assustador ver/ouvir o que não conhecemos, não sabemos e não queremos conhecer, temos medo do novo. Por que motivo temos medo do novo? Será que somos nós, ou é algo estranho que existe em nós que nós faz temer? Por que? Por que? ainda que fossemos os mais sábios que existem neste mundo não poderíamos isto responder, vai além do nosso intelecto. Por isso devemos respondê-lo com o espirito, com o espirito de Deus.

   O primeiro homem escolher por nós a perdição, foi ele que balançou sua cabeça dando a entender que sim, que aceitava o pecado de querer ser como um deus. De tal forma toda a humanidade carrega essa macula, isso nos faz pertenças daquele que nada pertence. Pelos simples ato de nunca querer abraçar a liberdade – essa que no-la foi cidade/comprada pelo sangue do Homem-Deus – subentende-se que aceitamos nossa condição de pertença da tristeza da indigência. Nascemos (por causa do pecado do primeiro homem) como seres condenados à triste dor, ao aumentar dos nossos suspiros podemos ser libertos para todo o sempre. Podemos ser libertos de duas formas: Por nosso livre escolha; ou por decisão daqueles ao qual Deus nos entregou à sua confiança. E de se ressaltar que somente a uma meio para ser liberto, sendo este, a água da eternidade que é cristo, pelo santo batismo.

   Não somos nós que não queremos ou tememos o novo, a liberdade, mas é o nossos opressor que ao nosso ouvido nos fala que não podemos ser, que devemos para sempre ser o que não é. Se pedirmos forças para vencê-lo encontraremos a vitória, não mais correremos da liberdade, não temeremos o novo. Em tudo seremos como a liberdade.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Como bem guardar o nosso tesouro?

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Artigo Quinto: É-nos muito difícil conservar a Graça e os Tesouros recebidos de Deus

87. Quinta Verdade. É muito difícil, atendendo à nossa fraqueza e fragilidade, conservar em nós as graças e os tesouros recebidos de Deus:

1º. Porque temos este tesouro, mais valioso que o Céu e a Terra, em vasos frágeis (2 Cor 4, 7); num corpo corruptível, numa alma fraca e inconstante, que por um nada se perturba e abate.

88. 2º. Porque os demônios, que são ladrões muito finos, querem apanhar-nos de improviso, para nos roubar e despojar. Para isso espreitam noite e dia o momento favorável. Rondam incessantemente, prontos para nos devorar e nos arrebatar num só momento, por um único pecado, tudo o que ganhamos em graças e méritos durante muitos anos. A sua malícia, a sua experiência, as suas astúcias e o seu número devem-nos fazer temer imensamente esta infelicidade. Já outras pessoas, mais cheias de graça, mais ricas de virtudes, mais fundadas na experiência e elevadas em santidade, foram surpreendidas, roubadas e lamentavelmente despojadas.

Ah! Quantos cedros do Líbano, quantas estrelas do firmamento não têm-se visto cair miseravelmente e, em pouco tempo, perder toda a sua elevação e claridade! Donde proveio esta estranha mudança? O que faltou não foi a graça, que não falta a ninguém, foi a humildade. Julgaram-se mais fortes e mais capazes do que eram; julgaram que podiam guardar os seus tesouros. Fiaram-se e apoiaram-se em si mesmos. Acharam a sua casa bastante segura e os seus cofres bastante fortes para guardar o precioso tesouro da graça. Foi por causa desta confiança não apercebida que tinham em si (embora lhes parecesse que se apoiavam unicamente na graça de Deus) que o Senhor, infinitamente justo, permitiu que fossem roubados e abandonados a si mesmos.

Ah! Se tivessem conhecido a Admirável Devoção que vou expor, teriam confiado o seu tesouro a uma Virgem poderosa e fiel, que o teria guardado como seu, considerando isto como um dever de justiça.

89. 3º. É difícil perseverar na justiça, por causa da estranha corrupção do mundo. Ele está, presentemente, tão corrompido, que se torna quase inevitável serem os corações religiosos manchados, senão pela sua lama, ao menos pela poeira. Assim, é quase um milagre conservar-se alguém firme no meio desta torrente impetuosa sem ser arrastado; andar neste mar tormentoso sem ser submergido ou pilhado pelos piratas e corsários; respirar este ar empestado sem lhe sentir as más conseqüências. É a Virgem, a única sempre fiel, sobre a qual a serpente jamais teve poder, quem faz este milagre a favor daqueles e daquelas que a servem da melhor maneira.

O rápido que rapta

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   Em busca da praticidade vamos nos viciando a fazer sem saber o que estamos fazendo, somente sabemos que fazemos com agilidade e, até certo ponto, como precisão. Uma vida rápida, com cem megabits podemos muito construir, cidades que se erguem como um clique, vidas que desmoronam com um só post. Eis a vida que escolhemos!

   Até que ponto é proveitoso viver o afoite, viver uma vida alvoroçada que comorelógio um simples vendaval, rápido vem, rápido se vai, não deixa vestígios, não permite uma maior demora para se conhecer mais. Uma vida que não há bom dia, boa tarde ou boa noite, somente um ligeiro olhar para o relógio, o pulso é mais interessante que o irmão. Parar é perca de tempo. Mais o que fazemos o com o nosso tempo? Os dias se passam tão depressa, na nossa pressa a pressa se faz em nossa vida e com pressa se vai nossos dias de pressa.

   Não que seja proveitoso a lentidão, porém permitir um descanso é essencial para uma profunda reflexão, dia e noite isto devemos fazer. As opiniões formadas por rápidos pensamentos não são dignas de confiança. Ondas revoltas não nos leva ao cais, somente a primeira grande preda que, se formos na sua euforia, nos destruirá e fundo do mar será nosso final.

   Um olhar de carinho exige descanso, descanse na leve brisa que sai das boas conversas, buscai fugir das terríveis ondas dos mares agitados de uma vida capitalista, seja feliz como a felicidade de um bom e alegre tom que diz: BOM DIA.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Revelar o que poucos revelam

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Os belos rios da vida nos chama à conversão, que mais poderia ser uma simples conversa onde falaríamos daquilo que nunca falamos. Nos mais belos sonhos escondemos nossos mais belos sorrisos, atrás de uma vida a muita história. Como poderíamos dizer que conhecemos alguém se não conhecemos a sua história, seria inverdade esse conhecimento, com isso a verdade não poderia se fazer.

E este o santo liame, no limiar da vida, que nos uni aquilo que demostrava outrora ser incomunicável, assim se revelava, pois, nossos vida era uma quimera. Não revelávamos a vida que vivíamos, ela não sabia o que vivíamos e com isso não vivíamos.

Eis o tempo propício para revelarmos o que fizemos para que possamos muito mais el papa rezandofazer, largando aquilo que não existe, mergulhando na verdade de viver. Uma simples confissão bastará e nos fará felizes, os sábios deste mundo podem até não conseguir entender, mas eis a verdade. Se se trata de uma inverdade não nos traria a felicidade, sendo que, esta é pura verdade é a certeza da existência, o cume da fortaleza. Em verdes bosques poderemos andar, se não estivermos livres de todo o peso nada nos fará vibrantes como o verdade do canto dos pássaros que passam e não deixam vestígios de mágoas.

Enfim, para vivermos e verdadeiramente vivermos precisamos desprendermos de tudo aquilo que nos prende a morte, libertem-se dos pensamentos, dos segredos maus, das mentiras como um todo. Buscai revelar a felicidade que vós quereis ser felizes.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Temos necessidade de um mediador junto ao Mediador mesmo, que é Jesus Cristo

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Artigo Quarto: Temos necessidade de um mediador junto ao Mediador mesmo, que é Jesus Cristo

83. Quarta Verdade. É mais perfeito, porque mais humilde, não nos aproximarmos diretamente de Deus, mas servimo-nos de um mediador. Visto que a natureza está tão corrompida, como acabo de mostrar, é certo que todas as nossas boas obras serão manchadas ou terão pouco peso diante de Deus para o levar a unir-se a nós, a ouvir-nos, se nos apoiarmos nos nossos próprios trabalhos, esforços e preparações para chegarmos até Deus e lhe agradarmos. Não foi sem motivo que Deus nos deu mediadores junto da sua Divina Majestade. Ele viu-nos indignos e incapazes, teve piedade de nós, e, para nos dar acesso às suas misericórdias, proporcionou-nos intercessores poderosos junto da sua grandeza. Deste modo, negligenciar esses intermediários, aproximar-nos diretamente da própria Santidade sem intercessão alguma, é falta de humildade e de respeito para com um Deus tão Santo. É fazer menos caso deste Rei dos reis do que se faria dum rei ou príncipe da Terra, que não se abordaria sem auxílio dum amigo que falasse por nós.

84. Nosso Senhor é nosso Advogado e Medianeiro de Redenção junto de Deus Pai. É por Ele que devemos orar, com toda a Igreja triunfante e militante. É por Ele que temos acesso junto da Suprema Majestade, não devendo nunca apresentar-nos diante dela senão sustentados e revestidos de Seus méritos, como Jacó, que se cobriu com peles de cabrito para receber a bênção de seu pai Isaac.

85. Mas, não teremos necessidade dum mediador junto do próprio Medianeiro? Será tão grande a nossa pureza que possamos unir-nos diretamente a Ele, e por nós mesmos? Não é Ele Deus, em tudo igual a seu Pai e, por conseguinte, o Santo dos santos, tão digno de respeito como o Pai? Pela sua infinita caridade tornou-se a nossa garantia e o nosso medianeiro junto de Deus, seu Pai, para aplacá-lo e pagar-lhe o que lhe devíamos. Mas será isso uma razão para termos menos respeito e temor à sua majestade e santidade?

Digamos, pois, abertamente – com São Bernardo -, que temos necessidade dum mediador junto do mesmo Medianeiro, e que Maria Santíssima é a pessoa mais capaz de desempenhar esta função caridosa. Foi por Ela que nos veio Jesus Cristo; é por Ela que devemos ir a Ele.

Se receamos ir diretamente a Jesus Cristo, nosso Deus, por causa da sua grandeza infinita, ou da nossa miséria, ou ainda dos nossos pecados, imploremos ousadamente o auxílio e a intercessão de Maria, nossa mãe. Ela é boa e terna; nada tem de austero ou de repulsivo, nada de demasiado sublime e brilhante. Contemplando-a, vemos a nossa própria natureza.

Ela não é o Sol, que pela vivacidade dos seus raios poderia cegar-nos por causa da nossa fraqueza. Ela é bela e doce como a Lua (Ct 6, 9), que recebe a luz do Sol e a abranda a fim de adaptá-la à nossa pequenez. É tão caridosa que não repele nenhum dos que pedem a sua intercessão, por mais pecador que seja. Pois, como dizem os santos, desde que o mundo é mundo, nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido à Santíssima Virgem, com confiança e perseverança, tenha sido por Ela desamparado.

Ela é tão poderosa que nunca foi desatendida nas suas súplicas. Basta que se apresente diante de seu Filho para lhe pedir alguma coisa: Ele imediatamente a atende e acolhe, amorosamente vencido pelas orações da sua mui querida Mãe, que o portou ao seio e o amamentou.

86. Tudo isto é tirado de São Bernardo e de São Boaventura. Pelo que, segundo eles, temos de subir três degraus para chegar até Deus: o primeiro, que está mais perto de nós e mais conforme à nossa capacidade, é Maria; o segundo é Jesus Cristo, e o terceiro é Deus Pai. Para ir a Jesus é preciso ir a Maria: Ela é a nossa Medianeira de Intercessão. Para ir ao Eterno Pai é preciso ir a Jesus: nosso Medianeiro de Redenção. Ora, pela Devoção que a seguir indicarei, observa-se perfeitamente esta ordem.