A Virgem Santíssima é o caminho para ir a Nosso Senhor

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70. Há três espécies de escravidão: uma natural, outra forçada e outra voluntária. Todas as criaturas são escravas de Deus da primeira forma: “Ao Senhor pertence a Terra e tudo o que nela está contido” (Sl 23, 1). Os demônios e os réprobos pertencem à segunda categoria, os justos e os santos à terceira. A escravidão voluntária é mais perfeita e mais gloriosa para Deus, que olha ao coração, que pede o coração, que se chama o Deus dos corações (I Sm 16, 7; Sl 72, 26; Pr 23, 26), ou da vontade amorosa. Por esta escravidão, de fato, escolhe-se Deus e o seu serviço acima de todas as coisas, ainda mesmo que a natureza não obrigasse a isso.

71. Há diferenças radicais entre um servo e um escravo:

1º. Um servo não dá ao seu senhor tudo o que é nem tudo o que possui, nem tudo o que pode adquirir por si mesmo ou por outro. Mas o escravo dá-se inteiramente, com tudo o que possui ou pode vir a adquirir, sem exceção alguma.

2º. O servo exige a paga dos serviços que presta ao senhor, enquanto o escravo nada pode exigir, por maior que seja a sua aplicação, a sua habilidade, e a força com que trabalha.

3º. O servo pode deixar o senhor quando quiser ou, pelo menos, quando tiver expirado o tempo do serviço, mas o escravo não tem o direito de fazer isso.

4º. O senhor do servo não tem sobre ele nenhum direito de vida e de morte, e se o matasse – como a um dos seus animais de carga – cometeria um homicídio injusto. Ao contrário, o senhor do escravo tem, por lei, direito de vida e de morte sobre ele, de modo que o pode vender a quem quiser, ou matar, como faria ao seu cavalo.

5º. Finalmente, o servo está só por algum tempo ao serviço dum senhor, mas o escravo, para sempre.

72. Nada há, entre os homens, que mais nos faça pertencer a outrem do que a escravidão. Do mesmo modo nada há entre os cristãos que nos faça pertencer mais absolutamente a Jesus Cristo e à sua Santa Mãe do que a escravidão voluntária. Isto é conforme o exemplo do próprio Jesus, que tomou a forma de escravo por nosso amor (Fl 2, 7), e da Santíssima Virgem que se disse serva e escrava do senhor (Lc 1, 38). O Apóstolo chama-se, com certa ufania, “servo de Cristo” (Rm 1, 1; Gl 1, 10; (Fl 1,1; Tt 1,1). Por várias vezes os cristãos são chamados, na Sagrada Escritura, de “servos de Cristo”. Segundo a justa observação de um grande homem, a palavra servo significava outrora apenas escravo porque ainda não havia servos como os de hoje. Os senhores só eram servidos por escravos ou libertos. O Catecismo do Concílio de Trento, para que não reste dúvida alguma sobre a nossa condição de escravos de Jesus Cristo, exprime-se por um termo que não se presta a equívocos, chamando-nos “escravos de Cristo”.

73. Posto isto, digo que devemos ser de Jesus Cristo e servi-lo, não só como mercenários, mas como escravos amorosos. Estes, por efeito de um grande amor, entregam-se e dão-se ao seu serviço, na qualidade de escravos, só pela honra de lhe pertencer. Antes do Batismo éramos escravos do demônio. Tornou–nos o Batismo escravos de Jesus Cristo (Rm 6, 22). Portanto, os cristãos têm de ser escravos ou do demônio ou de Jesus Cristo.

74. O que digo de modo absoluto a respeito de Jesus Cristo, digo-o relativamente da Santíssima Virgem. Jesus Cristo escolheu-a por companheira indissolúvel da sua vida, da sua morte, da sua glória e poder no Céu e na Terra. Por isso e por

graça deu-lhe, em relação à sua Majestade, todos os mesmos direitos e privilégios que Ele possui por natureza: “Tudo o que convém a Deus por natureza, dizem os santos, convém a Maria por graça…”. Deste modo, segundo este ensinamento, têm ambos os mesmos súditos, servos e escravos, visto que os dois não têm senão uma só vontade e um só poder.

75. Podemos, portanto, segundo o parecer dos santos e de vários homens ilustres, dizer-nos e fazer-nos escravos amorosos da Santíssima Virgem, para deste modo sermos mais perfeitamente escravos de Jesus Cristo. A Virgem é o meio de que nosso Senhor se serviu para vir a nós; é também o meio de que nos devemos servir para ir a Ele. Pois Ela não é como as outras criaturas que, se a elas nos prendêssemos, nos poderiam afastar de Deus em lugar de nos aproximar d’Ele. Mas a mais forte inclinação de Maria é unir-nos a Jesus seu Filho, e a mais forte inclinação do Filho é que se vá a Ele por sua Mãe. Isto honra-o e agrada-lhe tanto como honraria e agradaria a um rei alguém que, para se tornar mais perfeitamente seu vassalo e escravo, se fizesse escravo da rainha. É por isso que os Santos Padres, e São Boaventura com eles, dizem que “a Virgem Santíssima é o caminho para ir a Nosso Senhor”.

76. Além disso, se, como já disse, a Santíssima Virgem é a rainha e soberana do Céu e da Terra, não tem Ela tantos súditos e escravos quantas são as criaturas? Dizem-no Santo Anselmo, São Bernardino e São Boaventura: “Ao poder de Deus tudo está submisso, mesmo a Virgem, e eis que ao poder da Virgem está tudo submisso, até o próprio Deus”. Não será razoável que entre tantos escravos por força os haja também por amor, que de boa vontade e na qualidade de escravos escolham Maria por sua soberana? O quê?! Os homens e os demônios têm seus escravos voluntários e Maria não os há de ter? Um rei terá a peito que a rainha, sua companheira, possua escravos, com direito de vida e de morte sobre eles, porque a honra e o poder do rei são a honra e o poder da rainha. Pode-se então acreditar que Nosso Senhor, que partilhou, como o melhor dos filhos, todo o poder com sua Santa Mãe, ache mal que Ela tenha escravos? Terá Ele menos respeito e amor à sua Mãe do que teve Assuero a Ester e Salomão a Betsabé? Quem ousaria dizê-lo ou pensá-lo sequer?

77. Mas onde me leva a minha pena? Por que é que me detenho aqui em provar uma coisa tão evidente? Se não querem que alguém se diga escravo da Santíssima Virgem, que importa? Que se faça e se diga escravo de Jesus Cristo! É o mesmo que sê-lo da Santíssima Virgem, visto que Jesus é o fruto e a glória de Maria. Faz-se isto de maneira perfeita por meio da Devoção de que mais adiante falaremos.

São Paulo Miki e companheiros mártires

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São Paulo Miki

Deus, nosso Pai, pela força dos santos São Paulo Miki e seus companheiros que, em Nagazaki, chamastes à vida da glória pelo martírio, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até o fim na fé que professamos. Que possamos dizer hoje e sempre: Cantarei para sempre o amor do Senhor, anunciarei tua fidelidade de geração em geração. Pois eu disse: “Teu amor é um edifício eterno, firmaste a tua fidelidade mais que o céu”(Salmo 89,2-3)

 

Oração a Santa Águeda

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santa aguedaConcedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Santo Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto durante toda a nossa vida. E pela intercepção de Santa Águeda, dai-nos, Senhor Omnipotente, a graça que humildemente vos pedimos (citar a graça).

Por Cristo Senhor Nosso, Amém.

Santa Águeda, rogai por nós!

Diante de tantos caminho uma voz nos diz: Só nos caminhos do amor devemos percorrer

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Salve Maria!

Vamos Jovens!

   Ó Deus Bondoso, desde do início do dia pedimos a tua proteção, pedimos que tuas palavras estejam em nossa boca. Como andaremos se tu não for nossos pés, como falaremos se tu não for nossa boca, como viveremos se tu não for nossa vida. Vinde sobre nós e refaz nossa vida.

   Doces irmãos, relembrem-se, em meio a tantos caminhos, em meio a tantas propostas, escolhemos estar aqui, não escolhemos nos entregar a mentiras, não buscamos para nossa vida a mentira como se ela fosse verdade, demos graça. O que somos é porque Deus é, sem ele que é nada seríamos, não passaríamos do nada da desilusão, da busca da vida que não vive, da verdade que se encontra na mentira e é a mais verdadeira mentira. Obedecê-lo é encontrar a alegria, no aprisionar-se nele encontramos a chave que nos liberta das correntes do mal, somente nele e para ele temos a liberdade.

   Caríssimos, sabemos, são tantos os mandamentos as exigências que temos queb cumprir, uns dizem: devemos fazer isso. E outros acrescentam mais ainda. Onde e quando devemos obedecer aquilo que nos é proposto? Até nos teus caminhos, ó Deus, há muitos que nos impõem milhões de ordens. Aquém devemos obedecer? Por que tantos mandamentos? Por quê? Irmãos, não há tantos mandamentos, em verdade só há um, sendo este, amar, sempre amar. Se amamos cumpriremos todos os mandamentos que nos fará sempre estar diante das portas do templo de Deus. Se amamos já estamos a construir uma terra nova, que cumpri os preceitos da vida. Se tu amas, irmão, olhem para o horizonte e veja que a frente os anjos te esperam para contigo cantar a tua vitória, afinal tu já é vencedor.

   Diante destes caminhos, os teus caminho, ó Deus, a verdade, que és tu, começa a invadir no nosso ser, começa a destruir todas os muros que lá existem e que nos impedi de ver o que se encontra no outro lado, não, que nos impede de ver aquilo que está do nosso lado, mas por detrás dos muros da vaidade. E nesta miraculosa transformação que cada dia se dá no nosso ser, transforma também as nossa vistas, as torna mais claras, retira aquilo que a fazia escura, retira aquilo que retirava a nossa visão, e após isto vemos em nossa frente a nossa Mãe e entendemos que sempre ao nosso lado ela esteve, sempre esteve. Bendita és tu, ó Mãe, sempre com o teu Deus, sempre lutando para que seu reino cresce, por isso entrego-te Mãe querida minha vitória em tuas mãos.

Ficai em paz!

Ficai com Maria!

Pertencemos a Jesus e a Maria na qualidade de Escravos

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Artigo Segundo: Pertencemos a Jesus e a Maria na qualidade de Escravos

68. Segunda Verdade. Devemos concluir do que Jesus Cristo é para nós, que – como diz São Paulo – não somos nossos, mas inteiramente d’Ele, como Seus membros e escravos, comprados pelo preço infinitamente caro de todo o seu sangue (1Cor 6, 19-20). Antes do Batismo pertencíamos ao diabo como

seus escravos.

Ao receber este sacramento, tornamo-nos verdadeiros escravos de Jesus Cristo.escrevidão Doravante já não devemos viver, trabalhar e morrer senão para este Homem-Deus (Rm 7, 4), glorificando-o em nosso corpo (Rm 12, 1) e fazendo-o reinar em nossa alma. Somos, pois sua conquista, seu povo de aquisição e sua herança. É pela mesma razão que o Espírito Santo nos compara:

– Às árvores plantadas ao longo das águas da graça, no campo da Igreja, e que devem dar frutos a seu tempo (Sl 1, 3).

– Aos ramos duma vinha de que Jesus é a cepa, e que devem dar boas uvas (Jo 15, 5).

– A um rebanho de que Jesus Cristo é o pastor, e que se deve multiplicar e dar leite (Jo 10, 1).

– A uma boa terra de que Deus é o agricultor, e na qual a semente se multiplica, produzindo trinta, sessenta ou cem por um (Mt 13, 3-8).

Jesus Cristo amaldiçoou a figueira estéril e condenou o servo inútil, que não tinha feito render o seu talento (Mt 21, 19; Mt 25, 24-30). Tudo isto prova que Jesus Cristo quer receber algum fruto das nossas pobres pessoas, a saber: as nossas obras, porque estas só a Ele pertencem: “Criados para as boas obras em Cristo Jesus” (Ef 2, 10).

Mostram estas palavras do Espírito Santo que Jesus Cristo é o único princípio e deve ser o fim último de todas as nossas boas obras. Mostram ainda que o devemos servir, não somente como servos assalariados, mas como escravos de amor. Explico-me.

69. Neste mundo, há duas maneiras de pertencer a outra pessoa e de depender da sua autoridade: a simples servidão e a escravidão, que fazem dum homem, respectivamente, um servo ou um escravo. Pela servidão, comum entre os cristãos, um homem compromete-se a servir outro durante um certo tempo, mediante determinada paga ou certa recompensa. Pela escravidão, um homem depende inteiramente de outro, por toda a vida, e deve servir o seu senhor sem pretender paga nem recompensa alguma, como um dos seus animais, sobre o qual o dono tem direito de vida e de morte.

oração a São João de Brito

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São João de Brito

Onipotente e Eterno Deus, que concedeste inumeráveis graças a São João de Brito fazendo-o instrumento fidelíssimo no serviço do Evangelho, concedei-nos a graça de sermos sempre fiéis ao Vosso serviço e ao serviço da santa Igreja de Deus. Por cristo Nosso Senhor, Amém.

O tempero

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Ao olhar para uma boa mãe que, diligentemente, preparava um bom prato para servi no almoço, a alegria me tomava e eu queria também assim ser, sempre querendo fazer o melhor para a agradar aqueles que me amam. Porém havia algo que a atormentava, sendo isto, a de não encontrar o tempero que fizesse a diferença neste prato, pois ele desejava o melhor, não queria ela que este prato fosse como todos os outros, não queria que o sabor já fosse conhecido para que não se tornasse algo de pouco sabor e sem muita apreciação, deveria ser algo diferente para bem melhor talheresagradar os que degustaria.

Também foi grande sua alegria quando encontrara esse tempero, naquele lugar escondido de sua copa, lugar que ninguém imaginaria que dali pudesse surgir algo apreciável para dar gosto a um alimento, pois se encontrava entre os talheres, eis o motivo que o levara a nunca ser conhecido, estava em um lugar que não pertencia a sua essência. E como era admirável o seu gosto, foi o toque admirável que aquele prato necessitava.

Agraudou a todos esse prato, todos os dessa casa apreciaram este prato, e feliz foi este tempero, ele se viu utilizado, e de bom grado foi a sua utilização, foi ele que deu este gosto totalmente diferente e de sabor inefável.