
Aqueles que zombam dos escolhidos, dizendo: “Sua vida não é vida, mas unicamente renúncias”, estão totalmente errados, visto que, quando abandonamos as amarras com que o pecado nos aprisionava e nos tornava insignificantes, começamos a sentir a liberdade em seu sentido real e a ver como éramos pequenos.
Quem abandona uma vida de pecado e se torna discípulo do Altíssimo torna-se verdadeiramente livre, tem o pensamento voltado para as coisas maiores e vive uma paz tão extrema que consegue se livrar das amarras mais ardilosas do inimigo. Quem vive uma vida unida aos Céus consegue ter a liberdade de escolher o que quer fazer.
Todos os que se entregam ao pecado não conseguem ter escolha própria, mas vão de abismo em abismo, de erro em erro, afundando-se numa vida sem sentido, em que seus atos já não são escolhidos por eles mesmos, mas impostos por uma existência que não é verdadeiramente sua, uma pura ilusão. Quem escolhe a santidade tem liberdade até mesmo para voltar a uma vida pecaminosa, mas sempre escolhe os Céus.